sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A prática de fazer o bem

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje


Paulo Francisco dos Santos[1]


Mas vocês, irmãos, não se cansem de fazer o bem.

2 Tessalonicenses 3.13


A prática de fazer o bem é um assunto de destaque e que agrada gregos e troianos[2] e no meio de uma roda de amigos é motivo de elogios para colocar o ego em um pedestal. Fazer o bem ou continuamente estar fazendo o bem nesta forma verbal é uma prática que não pode cessar, mesmo quando encontrarmos as habituais dificuldades que uma sociedade humana tem. O altruísmo claramente identificado no texto bíblico em tela mostra que nesta caminhada conceituada na essência do cristianismo encontra obstáculos que exigem a força da superação que o amor que emana da cruz concede e ainda impede que exerça o poder que desgasta e leva a fadiga e consequentemente ao desatino da desistência. O ato proposto nem sempre será reconhecido ou retribuído, às vezes não será entendido e ainda, por vezes será esquecido e tal fato, quererá produzir na alma necessitada de cura sentimentos como desgosto, ira e a absurda sensação de voltar no tempo para impedir o intento realizado... (coisa de ser humano!) Mas, a verdade é que apesar da gratidão ser bem vida e ter um valor que não deve ser esquecido neste mundo mergulhado no caos da incoerência e fraqueza egocêntrica, o cristão é exortado a vencer os traços e defeitos adâmicos por ser agora parecido com Cristo[3] e trilhar a continua estrada do fazer o bem sem olhar aquém – parafraseando o adágio popular – e mostrar que o Evangelho veio para erradicar a ideia instalada nos corações que o mal deve ser combatido com o mal e o ciclo de destruição não cesse. Fazer o bem é a forma de lançar a contra ideia que chama para reflexão e produz mudança, assim, perdoar é fazer o bem... Ajudar e despejar uma enxurrada de orações que auxiliam e tocam em Deus... Amar e estender as mãos... Falar e agir de forma compreensiva... Emprestar o ouvido...  Abrir o coração para as finanças... Conceder a chance e ainda não desistir... A Palavra do Eterno é o alento que renova a mente para que não haja força ao desejo de parar e assim, cumprir o propósito do Evangelho que é restaurar não somente a comunhão entre a criatura e o Criador, mas estabelecer entre as criaturas uma convivência que deva trazer o céu para terra.



SP, Fevereiro de 2014.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Gregos e troianos é o mesmo que dizer todo mundo ou todas as pessoas.
[3] Efésios 4.13, 24: “Desse modo todos nós chegaremos a ser um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo” –  “Vistam-se com a nova natureza, criada por Deus, que é parecida com a sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele. 


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A adoção do equilíbrio

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje


Paulo Francisco dos Santos[1]

Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo.
Salmos 127.2


Aparentemente ao trilhar os olhos neste versículo um leitor desatento poderá concluir que o salmista esta fazendo apologia à ociosidade, mas a sabedoria de uma época totalmente distante dos dias trabalhosos atuais coloca em xeque não o trabalho, mas o desequilíbrio. Na verdade o desequilíbrio em qualquer realização fará mais mal do que bem e isso é afirmado com um chamado contundente para uma reflexão sobre o que é mais importante em minha vida. A vida do ser humano não é só trabalho, como também não é só lazer e muito menos somente descanso e sono, mas uma dádiva administrativa. Ao entender que fui dotado de uma capacidade administrativa e que tenho de desempenha-la não somente num escritório, mas em todas as áreas de minha, ou seja, tomando o exemplo do sono podemos concluir que dormir é bom, faz bem e repõe o corpo dos desgastes diários, mas as vinte e quatro horas não nos foram dadas para exercer uma vida na cama, mesmo porque alguém em seu estado normal e pleno de faculdades não agüenta passar mais que o necessário para recarregar as baterias. Mas e o trabalho? Trabalho demais entra na mesma área de raciocínio, pois acumular dinheiro e aplicar a maior parte das horas diárias no afã de conquistar o transitório irá abalar as estruturas das outras áreas que devemos ter o cuidado de administrar bem. Quando o salmista afirma que é Deus quem dá sustento não está afirmando que quem possui fé irá cruzar os braços e esperar o milagre que se projeta do céu como um meteorito que no seu interior irá ter barras de ouro ou dinheiro na moeda local de seu país, mas está afirmando que os princípios divinos devem ser conhecidos e estabelecidos para alcançar o sustento. Deus já mais disse: “Abandone sua família para conquistar o seu dinheiro!” Ou “Não descansarás e sempre trabalharás!” As verdades bíblicas sempre apontam o caminho do equilíbrio como ponto fundamental para administrar bem tudo que podemos ter nesta vida passageira e que requer muito cuidado. Saúde, família, sono, amizades, estudos, lazer, amor, exercícios físicos, leitura, alimentação e a nossa estrela que figura como ponto chave no versículo em tela (trabalho) no período de vinte e quatro horas devem estar sobre o prisma da adoção do equilíbrio e assim, cada pessoa irá usufruir da benção que vem de Deus, pois o equilíbrio é um dom que o arqui-inimigo da humanidade tenta expurgar para levar o ser humano a ruína, e sabendo disso, reflita que o sucesso numa área importante em detrimento de outra que também é importante não gera empate, mas a concepção de remorso, insatisfação e um sentimento de impotência, porque se não tomarmos a atitude no momento certo não poderemos voltar no tempo e começar tudo de novo de uma maneira melhor. Lembre-se que a vida é única[2] e você tem a oportunidade de ser um (a) excelente administrador (a), basta conceder a Deus a oportunidade de te ajudar.



SP, Fevereiro de 2014.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Hebreus 9.27: “Cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus.”


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O prêmio da renovação

Nova tradução na Linguagem de Hoje

É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.
Efésios 4.23
O ser humano possui uma mente antes e outra depois de conhecer a verdade de Cristo Jesus nosso Senhor. Uma verdade simples, porém ignorada por muitos que pensam que crer no Evangelho é somente trocar de religião, ou seja, neste prisma trocar de roupa ou escolher o que comer estão no mesmo patamar. Não podemos continuar os mesmos depois da graça redentora mostrar-nos o caminho certo e como aplicar as verdades para chegarmos ao lar eterno. Coração e mente são os pontos chaves para que não percamos as bênçãos que a verdade nos trás e eles devem ser completamente renovados. Veja só, a mente e o coração não são parcialmente, um pouco ou muito renovados, mas “COMPLETAMENTE”, e isto é, algo que não há como barganhar ou dar um jeitinho[1], pois em relação ao divino não há dualidade de adoração ou possibilidade de servir outro senhor e Ele ao mesmo tempo[2]. Emoção e razão devem andar conjuntamente com a fé e assumir a postura de uma nova pessoa[3] em Cristo, ou seja, as coisas velhas[4] não devem mais influenciar a vida de quem anda nos princípios do Evangelho. A mente e o coração que estão no pecado pensam e sentem o pecar e a boca é pega constantemente lançando para fora do que esta cheio o interior[5] e é isso que o Apóstolo Paulo  exorta a vencer mostrando que o caminho é a transformação pela completa renovação dos sentidos que devem estar após a entrega do senhorio da vida individual a Cristo debaixo da ótica das Boas Novas. Nós que somos cristãos devemos aplicar a Palavra em nosso viver e isso significa que a cada dia que enfrento a oportunidade de tomar decisões irei analisar o que os ensinos bíblicos e o Senhor Espírito Santo me orientaram a fazer e ai sim, irei tomar a decisão mais acertada. Renovação neste contexto bíblico significa ser diferente do mundo e passar a se parecer com Cristo e ser seguidor na prática e não somente em palavras, pois as atitudes, decisões, convivência, discurso, pensamento e as emoções serão reescritos segundo a liberdade[6] que conhecer o Redentor entregou a todo cristão. Tal renovação declara para um mundo sedento da verdade que existe a possibilidade de sair do lodo do pecado e participar da liberdade de Cristo, que apesar de alguns escandalizarem o bom caminho do Evangelho ainda existem cristão que honram e glorificam o nome de Jesus e são um referencial a ser seguido, e acima de tudo jamais trocarão as bênçãos permanentes pelas transitórios, pois o premio da renovação não trás mudança somente aqui em nosso meio, mas determina o futuro glorioso que é viver eternamente na presença de Deus!


Autor: Pastor Paulo Francisco[7]



[1] Dar um jeitinho é sinônimo de suborno ou realização de coisa fora das regras para conquistar algo que é importante para alguém.
[2] Jeremias 7.8; Sofonias 1.5; Isaias 42.8 e Mateus 6.24 nos dão uma clara referência sobre a exclusividade em servir a Deus.
[3] 2 Coríntios 5.17: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.
[4] Hábitos, costumes e até mesmo filosofias e pensamentos que são contrários ao cristianismo.
[5] Em Mateus 12.34-37 o Senhor Jesus fala sobre cuidado com as palavras e o julgamento para que não se preocupa com isso: “Ninhada de cobras venenosas! Como é que vocês podem dizer coisas boas se são maus? Pois a boca fala do que o coração está cheio. A pessoa boa tira o bem do seu depósito de coisas boas, e a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. – Eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, cada pessoa vai prestar contas de toda palavra inútil que falou. Porque as suas palavras vão servir para julgar se você é inocente ou culpado.
[6] João 8.32,36: “e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” –  “Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres.
[7] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A arte de viver nos propósitos de Cristo

Nova tradução na Linguagem de Hoje
Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor.
Efésios 4.2
Desempenhar bem algo é o desejo de quase todas as pessoas... Tal afirmação faz voltar os pensamentos para a vida profissional ou educacional, ou ainda a virtude de discursar, ou também o ato sexual (esse nem se fala!), e ainda o que massageia o ego – “STATUS” – ai vemos finanças, fama, liderança etc... Isso tudo é porque podemos neste momento permear a arte de viver e o desejo de destaque em volto ao passageiro, mas o que dizer em relação ao cristianismo? A arte de viver nos propósitos de Cristo está sendo buscada em minha vida? Estou desempenhando bem as coisas que me são ensinadas pelas Escrituras? Estou aplicando-as a cada dia? Atitude humilde, educação e paciência são virtudes que são aprimoradas a cada dia que vivo o viver de Deus e que requer a convivência para que sejam demonstradas e não simplesmente poetizadas. Conviver dentro de tal contexto liga-se ao verbo suportar que conjugado no gerúndio trás um recado especial a todo o cristão – “AÇÃO PERMANENTE” – ou seja, suportando com amor é o que configura a arte de viver nos propósitos de Cristo e de revelar ao mundo o que realmente é ser discípulo do profeta da Galileia, cuja obra redentora transformou, transforma e transformará toda pessoa que crê! Relacionar-se requer muito mais que palavras bonitas, cursos, workshop, terapias etc (Não estou desmerecendo o valor positivo de tais ferramentas), tal feito é fruto de uma arte que envolve conhecimento próprio e auxilio divino, pois não é tarefa simples e por demasiadamente tida como fácil quando comparada a escolha de uma roupa ou uma alimentação. Estar envolvido com pessoas em diferentes níveis[1] requer a – “prática do suportar!” – e o cristianismo confere através da Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo a capacidade de entender e viver essa prática. Ser cristão requer amor e quando se medita sobre tal amor compreende-se que ele está relacionado a Deus em primeiro lugar e em segundo plano, mas não menos importante, a forma dualística que mostra que eu tenho que me amar e também amar o próximo como amo a mim mesmo. Pelo fato de me amar suporto muitas coisas que faço (“E como suporto!”), mas quando o prisma se volta para o outro qual é minha posição? Muitos se apostatam da fé com o pretexto de não cumprir a regra áurea de suportar... Pense... Se eu estiver nervoso (a) eu gostaria de ser compreendido ou massacrado? Gosto ser ignorado ou apreciado? Viver nos propósitos de Cristo é a chave para compreender o real significado do suportar e ainda, a força que capacita a pratica-lo. Suportar e amar são verbos que expressam a essência do cristianismo, são companheiros inseparáveis da pessoa cristã dentro do chamado para servir a Deus através do Evangelho que na cruz ensina que todos aqueles que creem são restaurados em relação a Criador (vertical) e na maneira de se comportar diariamente aplicando a verdade da Palavra no relacionado com o próximo mostra na horizontal a nova vida e a filiação recebida. Suportar ou não suportar eis a questão?


Autor: Pastor Paulo Francisco[2]




[1] Casamento, Família, parentes, vizinhos, trabalho, estudo, meios de transporte, ambientes de lazer etc
[2] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

OS MALES DA AUTO GERÊNCIA


Nova tradução na Linguagem de Hoje

Ponha a sua vida nas mãos do SENHOR, confie nele, e ele o ajudará.
Salmos 37.05

O ser humano desde a queda em Adão sofre o mal de querer ser dono do próprio nariz e não permitir que Deus possa organizar e dirigir seus passos neste mundo transitório. Logicamente que há aquelas pessoas que ainda não conhecem a verdade sobre o Deus Eterno que enviou a Jesus Cristo seu Filho para doar a Salvação a todos que crerem no Sacrifico realizado na cruz do Calvário, porém, para estes o Evangelho irá chegar e a igreja de Cristo está lutando desde sua fundação para que ninguém fique sem o testemunho desta verdade. Deixando temporariamente está classe de pessoas para em outra oportunidade falarmos sobre conhecer a Cristo e sua salvação, ousadamente através do Espírito Santo quero contribuir para que aqueles (as) que ousam trilhar estas linhas possam tomar a decisão de entregar o controle da gerência pessoal a Deus, e isto, só é possível quando voluntariamente se depõe o ego passando acreditar na verdade bíblica. Destronar o ego não é uma tarefa fácil, pois ilusoriamente pensamos que podemos ser independentes... Como um ser humano pode se achar independente? Por muitas vezes me coloco a perguntar: “Como um ser que para nascer depende de pais (homem e mulher), que para se alimentar nos primeiros anos de vida depende também destes pais, que ao crescer apesar de poder alimentar-se sozinho é depende do alimento para sobreviver, que para aprender depende de alguém que o ensine, que depende abrigo, que depende convivência, que depende de tantas e tantas coisas pode se achar estupidamente independente?” Uma das artimanhas de Satanás para arruinar a humanidade foi inserir nos corações a mentira que a dependência divina é prejudicial e inconveniente, mas a verdade divina destrói tal afirmação como está escrito em 2 Coríntios 10.4,5 que diz: As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas de Deus, capazes de destruir fortalezas. E assim destruímos ideias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo. – e é por esse mesmo motivo que a sabedoria milenar do Salmo 37.05 nos revela o caminho das pedras[1] para encontrarmos a vitória elegendo Deus como Senhor de nossas vidas. Infelizmente há cristãos que cantam, oram e proclamam com os lábios que são dependentes de Deus, mas na prática são pessoas semelhantes aos incrédulos ou afastados do caminho de Cristo, pois apenas trocaram de religião e se recusam a tomar decisões baseadas nas Escrituras Sagradas. Estes recebem a cada dia 24 (vinte e quatro) horas para utilizarem da maneira que quiserem e não reservam um mínimo de 30 (trinta) minutos para conversarem com Deus em oração. Tais cristãos não se deixam ser conduzidos por Deus, mas abrem oportunidade para o mundo[2] gerenciar suas vidas e às vezes até o Diabo está tendo mais voz e influencia em suas decisões que resultam a uma série de males que equivocadamente são atribuídos a Deus. Lares conturbados, quedas constantes no pecado, testemunho de vida reprovável, fracassos constantes e doenças que assolam a alma são males que advém da auto gerência e as amarras deste soberbo termo não podem permanecer aprisionando a pessoa cristã que tem o propósito da vida eterna e uma caminhada de comunhão com Deus neste mundo transitório. Ao descrever em João 8.31,32[3] que conhecer a verdade trás libertação e a grata oportunidade de ser discípulo (a), nosso querido Mestre Jesus ofereceu aos seus seguidores a capacidade de não mais serem gerenciadores de suas vidas sem o auxilio divino, mas a percepção de que colocar tudo nas mãos dele e confiar proporcionará a ajuda necessária para vencer. Refletindo sobre dependência e independência cabe neste momento apenas um conselho com o nítido teor de amizade e amor cristão: “Permanecer nos males da auto gerência é uma decisão tola quando se conhece a verdade!”


Autor: Pastor Paulo Francisco[4]



[1] CAMINHO DAS PEDRAS:  é o mesmo que dizer: “O caminho que devo seguir!”.
[2] O mundo que gerencia é o de costumes avessos à vontade de Deus, a mídia que estabelece conceitos anticristãos, filosofias e religiões etc.
[3] João 8.31,32: Então Jesus disse para os que creram nele: – Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará
[4] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Distância e inimizade: Passado ou realidade?


Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje


Paulo Francisco dos Santos[1]

Antes, vocês estavam longe de Deus e eram inimigos dele por causa das coisas más que vocês faziam e pensavam. Mas agora, por meio da morte do seu Filho na cruz, Deus fez com que vocês ficassem seus amigos a fim de trazê-los à sua presença para serem somente dele, não tendo mancha nem culpa.
Colossenses 1.22


Passado ou realidade no quesito distância e inimizade é uma questão atualíssima, pois o relacionamento com Deus é algo de suma importância para todo ser humano. Vivemos os dias em que falar sobre Deus é bonito e até dá “STATUS” dizer palavras do tipo: “Deus é tudo!” Ou ainda, de forma equivocada, grotesca ou blasfema mesmo: – “O cara lá de cima olha por mim!” – são tantos e tantos que mencionam Deus... Deus... E Deus... Mas estão distantes dEle e porque? Em meio a tantos que falam de Deus e aparentemente o conhecem (mesmo de forma superficial) como pode ser um tema deste ser verdade? Alguns perguntam: Mas porque Deus não está comigo? Eu sou tão bom/boa? A mente deturpada deste mundo transitório afirma que se eu fizer alguma coisa nos termos de caridade, benevolência e doação à aqueles que estão necessitando eu terei crédito (mérito) diante de Deus e assim, sou aceito pela força, autoridade e realização do meu glorioso e bom coração. Ilusão de ordem humana e satânica! Coisas boas não apagam as coisas más que são cotidianas na vida transitória. Mas o que é uma coisa má? Vai de uma simples mentirinha (tida como inofensiva) à coisas monstruosas, do tipo assassinato etc. Em primeira instância ao ler que estou distante de Deus e sou seu inimigo soa como algo que fere o coração, porém, tentar camuflar a realidade para evitar a dor da verdade produz apenas o aumento de tal situação, pois para reverter à distância e a inimizade é necessário acreditar naquilo que foi realizado por Deus para tal fim – “A morte vicária[2] de Cristo Jesus!” O apóstolo Paulo ao escrever a carta à igreja de Colossos adota o tempo verbal no passado para descrever a distância e a inimizade de Deus, pois eles compreenderam que é pela morte da cruz que as pessoas se tornam aceitas por Deus. Assim, os colossenses tornaram-se amigos, receberam a presença divina, passaram a pertencer somente a Ele e o pecado que é descrito como culpa e mancha foi removido para dar lugar ao que as Escrituras dão o titulo de nova pessoa[3], e isso é uma realidade também na vida de toda pessoa que crê no poder do Evangelho de Cristo Jesus nosso Senhor. A verdade exposta neste versículo é que o desejo de Deus para a humanidade é que a distância e a inimizade em relação com Ele deve ser uma situação no tempo pretérito e não uma atualidade, porém cabe a cada pessoa que ouve as boas novas decidir sobre o que configura o tema de nossa reflexão: “DISTÂNCIA E INIMIZADE: PASSADO OU REALIDADE? Sua escolha é importantíssima para você, pois determinará seu relacionamento com Deus. Permanecer distante e inimigo não é uma situação permanente, mas relativa ao posicionamento que cada pessoa irá ter. Cabe agora a seguinte questão: Qual é o seu posicionamento?



SP, Janeiro de 2014.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Morte vicária de Cristo Jesus é a morte de substituição, ou seja, Jesus ao morrer na cruz trocou de lugar (substituiu) toda a pessoa que crer, perdoando seus pecados, restaurando a comunhão com Deus, restabelecendo amizade e trazendo para perto.
[3] 2 Coríntios 5.17: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sedentos em meio a uma aparente fartura

Nova tradução na Linguagem de Hoje

O último dia da festa era o mais importante. Naquele dia Jesus se pôs de pé e disse bem alto: – Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
João. 7.37

O Mestre dos mestres conclama a uma multidão que quem possuir sede pode sacia-la vindo até Ele e o texto que dá base à reflexão “Sedentos em meio a uma aparente fartura” entre linhas mostra o estado de todas as pessoas que vem ao mundo – “SEDE” – e é uma sede espiritual que somente pode ser saciada em Cristo. Vemos que Jesus ao lançar o chamado aos sedentos disponibiliza as pessoas de todos os tempos (em especial os da nossa atualidade) a possibilidade de saciar os anseios mais íntimos de sua alma que só em Deus terão alivio, pois apesar do homem moderno ter tantas coisas para ocupar seu dia e tentar tapear seu constante vazio o que ele tem vivido é uma espécie de “estado de inanição espiritual”. Os dias de hoje são marcados por uma aparente fartura que tenta matar a sede que só em Jesus há solução. Neste momento surge à pergunta que não quer calar no interior de quem trilhas estas linhas – Mas que aparente fartura é essa que tenta roubar o lugar de Jesus? – essa aparente fartura envolve a busca dos prazeres, a busca das realizações pessoais e a constante negação da necessidade de Deus que demonstra uma egolatria desvairada, fútil e destrutiva. Hoje há fartura para os sentidos[1] (mídia, jogos, shows, espelhos, culinária, sexo etc) e até ao intelecto é oferecido tanta distração que aparentemente o ser humano já tem tudo que precisa, porém, não há como correr o dia todo... Não há como distrair a mente o tempo todo... E ai chega o momento que ninguém quer encarar e o inevitável acontece – o grito da alma que vem a tona e mostra que a aparente fartura do transitório mundo atual não sacia sede coisíssima nenhuma! – “ESTOU SEDENTA!” – A alma brada. E como um viciado que sofre de abstinência busca refugio no seu vicio a alma irá tentar na aparente fartura saciar-se diversas vezes, mas continuará gritando sempre que está com sede. Jesus sabe disso e viu este dilema naquelas pessoas em que dirigiu a frase de João 7.37 e num gesto de nobreza divina colocou a disposição delas a possibilidade de calar o grito da alma sedenta oferecendo a água que sacia a sede interior de toda a humanidade. A presença divina que é oferecida por Cristo através do Evangelho restaurador é a água que sacia esta sede. A restauração da comunhão com o Criador pelo sacrifício de Jesus no calvário sacia a sede. A paz que advém da reconciliação pela fé e o estabelecimento da amizade com Deus é água que sacia a sede e dá a alma a verdadeira fartura que o transitório não consegue oferecer. Ao ter acesso as palavras de Jesus só permanece sedento quem quer! Lembre-se de que Jesus disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” – está verdade ninguém pode destruir ou mudar e ao conhecê-la a inteligência mostra apenas um caminho... Ir até Jesus e beber... Qual é a sua escolha?


Autor: Pastor Paulo Francisco[2]





[1] Audição, visão, palato, tato e olfato.
[2] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.