quinta-feira, 22 de maio de 2014

“A inquietante existência de Deus”


Texto bíblico na Nova Versão Internacional

Paulo Francisco dos Santos[1]

Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”!
Salmos 53.01


Que bom que Deus não existisse. Ao iniciar está reflexão atesto que essa afirmação é o que fundamenta a inquietante vida dos que querem expurgar o Eterno de sua limitada, temporária e fraca existência... Algo inquietante é aquilo que tira o sossego, que impede a tranquilidade, que trás incomodo, que retira o sono, que bloqueia a paz... A não existência de Deus deveria conceder aos que promovem essa premissa à capacidade de viver sem qualquer estorvo, ou seja, a retórica arguida não deveria levantar nem sequer um debate, pois a não existência divina torna ilógico falar, refletir, pensar no que se afirma ser nada versus nada. A inquietante existência de Deus é a pedra no sapato de todo o autointitulado ateu e apaixonado por tal teoria – há uma pergunta que não quer calar: “Porque discutir ou até mesmo escrever de alguém que não existe?” Talvez a resposta simplória de melhor formulação seja: “Conceder aos crédulos, faltos de entendimento, ou porque não dizer, os sem cultura, ou ainda, os imbecis a oportunidade de deixar tal estupida crença que os está aprisionando num mundo fantasioso!” Vejo nos defensores da inexistência de Deus um ar redentivo e uma preocupação quase aproximada de uma religião que se opugna a religião... Fico pasmo com a preocupação e luta de homens, mulheres, organizações, meios de comunicação para promover um conflito com algo que se afirma não existir, mas que deve ser combatido... (e ainda loucos são os crentes!?) Recentemente li uma pesquisa[2] que no planeta chamado Terra (por acaso é onde moramos) mais de 90% da população mundial possui alguma crença em Deus ou em alguma força superior, e isto, mostra duas coisas interessantes – A sociedade humana em sua quase totalidade está insana ou está necessariamente correta em ser crédula – ao apresentar esse dado catalogado pela BBC não quero invocar e muito menos tentar provar a Existência de Deus, pelo contrário, quero tentar entender porque ela é inquietante, porque pode provocar fúria e discursos movidos de ódio, de ira, de intolerância, que pretendem por vezes humilhar, reprovar e diminuir a grande maioria que possui fé e crença. Os supostos e propensos oradores contrários a Deus indo de encontro a sua filosofia de vida não conseguem deixar de se relacionarem emotivamente, sistematicamente e intelectualmente ao inexistente! Como é inquietante para essa turma a existência de Deus... Também não é para menos, pois se porventura eles estiverem errados algumas coisas acontecerão... Infelizmente irão estar face a face diante de Deus... No dia do juízo vão ter que se explicar de joelhos dobrados diante daquele que sempre negaram... As atitudes más que foram realizadas durante toda a trajetória de vida serão pesadas na balança divina... Suas filosofias e ensinos que influenciaram muitos outros serão motivo de castigo ainda maior... Apesar de estarem diante do objeto de inquietação de toda sua vida notarão a grande tolice que cometeram e não poderão se arrepender... Irão sofrer eternamente pela decisão de uma vida toda de inquietude e inércia... As palavras transcritas dos Salmos que estão em tela nessa reflexão não são pejorativas ou ofensivas, mas uma oportunidade para refletir e acertadamente conduzir o leitor a atitude correta de render-se aos pés do Criador e adora-lo!

SP, Maio de 2014.


[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI272711-EI312,00-Pesquisa+revela+que+acreditam+em+Deus.html - acessado no dia 22.05.2014


sexta-feira, 16 de maio de 2014

“Moldado por Deus” - A natureza humana x A Escola Divina

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

“... E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam. Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas. Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.”
Gênesis 37.2-4


José, filho de Jacó-Israel é um personagem bíblico que através dos séculos desperta uma simpatia sem igual entre religiosos e até mesmos entre simples leitores das crônicas do povo hebreu... Talvez se fizéssemos um enquete sobre símbolo bíblico de integridade, comunhão com Deus e vida exemplar nosso personagem em tela seria cotado como uns dos favoritos a ser o mais lembrado. Entretanto, sem querer denegrir sua apaixonante e ilibada conduta, que lhe rendeu a posição de Governador da maior potência de sua Época e o status de herói da fé, quero trazer uma reflexão sobre os caminhos que Deus percorre para moldar o ser humano e transformá-lo de um problemático filho mimado em uma figura que norteia gerações com seu exemplo de vida. Infelizmente, ou melhor, felizmente José não foi sempre o José que é pregado no sentido de exemplo de fé, pois a semelhança de todos os descendentes de Adão também sofria a influência do pecado e sozinho não poderia ter a capacidade de vencê-lo. Isso mesmo, José era uma pessoa pecadora, com graves problemas de relacionamento na família, com um egocentrismo latente, cercado de uma superproteção que quase arruinou sua vida. Talvez sua indagação seja: “De onde você retirou isso?” Acompanhe sua história com atenção e você perceberá que na construção de sua personalidade desde a tenra idade não havia limites para o preferido de Jacó. Tudo era para ele. Sendo o filho mais novo havia até ganhado a túnica colorida que o posicionava como o futuro líder da família. O pai demonstrava claramente que José era amado e preferido em detrimento dos outros. O próprio José quando contava seus sonhos aos irmãos provocava ódio, mas não era por causa do sonho em si, mas pela maneira que ele contava (vers.8). O orgulho próprio de José era tão tamanho que ele se tornou um especialista em buscar erros em seus irmãos para acusa-los diante de seu pai. Além de ser o preferido, ainda contribuía para que seu pai menosprezasse ainda mais seus irmãos com sua atitude de vigilante da vida alheia (fofoqueiro) e propagador de erros. Geralmente ao ler superficialmente a história podemos chegar a conclusão que se os irmãos de José estavam fazendo coisas erradas deveriam pagar diante de seu pai por isso, mas ao ponderarmos numa ótica mais aguçada e considerarmos o porque de contar os erros veremos algo diferente, pois querer corrigir o erro confrontando para melhorar o caráter de uma pessoa é uma atitude louvável quando se está discipulando, mas apenas revelar o erro com a intenção de prejudicar é algo desprezível e também um grave indicio de doença na alma.  A superioridade latente e a descabida ignorância de seu pai em equilibradamente dar a todos os filhos atenção, amor e respeito gerou não somente uma crise familiar, mas também uma crise de identidade em José que somente poderia ser resolvida por Deus. A natureza humana que estava aflorada em Jose precisava ser transformada, pois a final de contas Deus tinha uma obra na vida dele (será que isso tem algo haver comigo ou com você!?) e naquela família desajustada, em meio ao ódio dos irmãos, dos paparicos do pai e da idolatria pessoal jamais ele poderia chegar a posição de príncipe e herói da fé. A Escola Divina foi acionada! Se você acompanhou a história em Gênesis a partir dos versículos posteriores a nossa reflexão pode ver José descendo a um buraco, sendo preso e vendido como escravo, caluniado, lançado num calabouço, esquecido por todos, mas assistido de perto por Deus, o Deus que o havia escolhido desde o ventre de sua mãe e que não o desamparou em nenhum momento. Neste momento surge uma pergunta: “Havia necessidade de José passar por tudo isso?” Acredito que essa mesma pergunta você às vezes faz em relação a suas dificuldades e problemas, e devo admitir que realmente é difícil para nós (pequenos seres humanos) que temos a visão tão limitada entender os desígnios divinos, mas o Apóstolo Paulo em Romanos 9.20 diz: Mas quem é você, meu amigo, para discutir com Deus? Será que um pote de barro pode perguntar a quem o fez: “Por que você me fez assim?” Veja o resultado do trabalhar divino na vida de José... O ódio dos irmãos transformou-se em arrependimento, a família desajustada passou por uma transformação tão profunda que todos passaram a cuidar melhor um dos outros a ponto de Judá se oferecer como escravo em troca do irmão mais novo (Benjamin), e José aquele ególatra compulsivo deixou de se ver como o centro do mundo e se tornou o salvador daquela geração e das gerações futuras, compreendeu que não havia o porque de se achar melhor que os irmãos, de humilha-los, de impor e mostrar que o pai o amava mais do que todos. O José que passou pela Escola Divina compreendeu que tudo o que aconteceu com ele fazia parte dos propósitos de Deus para o colocar numa posição de honra e molda-lo para ser verdadeiramente um homem de uma fé exemplar, uma pessoa altruísta e generosa, um homem curado das mazelas da natureza humana, disposta a perdoar, a ser um herói lembrado entre muitas posteridades. Quero chamar a atenção nesta reflexão para a lição que José doou para todos nós que acreditamos no mesmo Deus que ele acreditou – lição está que mostra que devemos deixar Deus nos moldar... Que devemos parar de culpar o mundo, o nosso arqui-inimigo e qualquer outro que nosso ego queira eleger para transferir o que cabe a nós... Medite nisso: “Se buscarmos identificar nossas mazelas e as colocarmos na presença divina o mais rápido possível teremos o privilégio de passar um período menor na escola divina que tratou José (José levou 13 anos para chegar a governador).” Qual é sua posição diante Deus? Tiago 4.10 diz: “Humilhem-se diante do Senhor, e ele os colocará numa posição de honra.




SP, Maio de 2014.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.




quarta-feira, 7 de maio de 2014

"REJEIÇÃO” - A cruz é a solução!

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

“Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus.”
Romanos 5.1,2


            Ser aceito é um desejo de todo ser humano. Tal busca tem origens antiguíssimas, para ser mais exato esta relacionada aos acontecimentos que culminaram na expulsão do homem do jardim do Éden e marcou toda a sua descendência e estabelecendo um mal que está enraizado nos dias atuais e que leva muitas pessoas a entregar-se a práticas autodestrutivas que podem ser classificadas em isolamento ou flagelação de princípios pessoais e com o agravante de assumir e adotar o que um grupo tem como requisito para permitir a integração de alguém de fora em seu meio. Querer ser aceito pelas pessoas é sistematicamente o tesouro perdido que todos querem encontrar... Mas tal procura desprende esforço, tempo e em muitas vezes uma dolorosa sequencia de acontecimentos que marcam a história individual e podem causar males que gerarão traumas e sequelas que podem perdurar por toda uma vida e impedir o desfrutar de uma existência plena. A maior mentira que nosso arquirrival[2] tem imprimido é que não há solução para a síndrome da rejeição, entretanto, há um Sol iluminando e dissipando o negrume que tal ideologia tenta ostentar. A luz que destroça toda ação da rejeição é chamada de cruz, mas não é qualquer cruz... A cruz solução para rejeição é a de Cristo Jesus nosso Senhor que abre as portas da aceitação divina e estabelece a comunhão vertical e também horizontal. Paulo, apóstolo dos não judeus é um cirurgião que aplica o bisturi chamado Palavra de Deus para cortar os tumores da síndrome em tela esclarecendo que Deus aceita pela fé os outrora rejeitados e os transforma em herdeiros de paz, da vida verdadeira e participantes da sua glória (grego: δοξα [doxa]=glória) que trás o sentido importantíssimo de unidade com Pai (Deus) e que estabelece para o salvo que não existe para ele separação ou rejeição. Em Cristo Deus solucionou o grande problema da rejeição, pois a pessoa que recebe Jesus como Salvador além de ser aceito por Deus é também recebida, acolhida e aceita na imensa família de filhos e filhas que compartilham a mesma fé. Ao ter acesso as Escrituras Sagradas e conhecer a verdade o assunto rejeição toma a direção produzida pela questão que envolve o livre arbítrio. Qual é a sua escolha?




SP, Maio de 2014.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Arquirrival aqui é um adjetivo para Satanás que opositor a Deus e ao ser humano.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Identidade de filho ou mentalidade de servo?


Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

E, para mostrar que vocês são seus filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o Espírito que exclama: “Pai, meu Pai.
Gálatas 4.6

Há uma frase celebre em João 1.12[2] que indica qual é a posição de quem recebe Jesus como salvador e transmite uma realidade que é por vezes poetizada e muito pouco vivida numa extensa parte do cristianismo. A beleza da ideia de ser  τεκνα  θεου (gregro: τεκνα/tékna=filho; θεου/theos=Deus), ou seja, filho de Deus é utópica para muitos e o que realmente se enxerga é a realidade de δουλος (doulos significa servo em grego). Ao pensar na identidade de filho em relação ao cristianismo compreendemos a verdadeira razão da graça (favor imerecido) que doa salvação e filiação divina sem a contrapartida que é esperada numa relação de trabalho, ou seja, não existe mérito humano no que Cristo fez na cruz do Calvário e na adoção que transforma o pecador que é também inimigo[3] de Deus em filho amado. No relacionamento paternal humano vemos que um filho não recebe presentes, amor e tudo que seu pai lhe oferece por que fez alguma coisa em troca, mas sim, a grande realidade é que tudo o que esse filho recebe é fruto do amor e não de mérito. Agora, pensemos juntos, se num relacionamento paterno humano a visão de graça é tão significativa, o que dizer do relacionamento de Deus e o ser humano? Porém, parece que durante anos o discurso e a prática cristã transforma essa realidade em conto de fadas e insere no coração daqueles que iniciam a fé a falsa ideia de que se queremos conquistar alguma coisa de Deus deve ser por nosso esforço, nosso mérito ou num adágio evangélico bem popular – “Para receber a benção tem que pagar o preço!” A mentalidade de servo nos impulsiona a olhar para Deus como um patrão que só nos irá abençoar se fizermos alguma coisa... Talvez você pergunte: “O quê que tem de mal fazer alguma coisa para Deus?” Realmente não há mal algum em fazer coisas para Deus, desde que você não queira compra-lo com isso. Pense bem. Quando oro, jejuo ou leio a Bíblia eu faço isso por prazer e por que tenho comunhão com Deus ou porque estou procurando agradar-lhe e então receber seu favor? Eu faço boas obras por que sou filho de Deus ou porque quero conquistar tal favor? A mentalidade de servo irá me condicionar à ideia de que se não trabalhar não receberei nada de Deus. Pregar o evangelho e outras realizações não serão fruto do amor e comunhão com o Pai, mas um esforço colossal para que a aceitação dEle chegue para aquietar o coração desprovido da verdadeira identidade que todo cristão recebe ao confessar Jesus como Salvador.  A palavra servo para o filho de Deus designa apenas sua função no reino, assim como as funções de músico, pastor, professor, apóstolo etc, porém a identidade é outra, servo não é a identidade de quem nasceu de novo, pois Deus nos escolheu para sermos seus filhos[4]. Infelizmente quantos de nós (cristãos) não nos sentimos filhos? Até nas orações expressamos isso, pois quase nunca nos dirigimos a Deus o chamando de “Pai, meu Pai” como o versículo[5] em tela nos mostra como o Espírito quer nos impulsionar a orar, infelizmente recebemos uma visão distorcida desta verdade e ao orarmos dizemos: “Ouve, Deus o teu servo!” ou olhamos para o céu e chamamos Deus de Senhor, Rei, Majestade, Excelso etc (não estou dizendo que exaltar a Deus com estes títulos é errado) e nunca mencionamos que Ele é nosso Pai. Não enxergar Deus como Pai produz uma orfandade que interfere no real conhecimento de nossa identidade e isso, faz com que muitos cristãos não se sintam amados e até mesmo perdoados. Não podemos esquecer que a salvação não é fruto do mérito humano, mas do amor divino, assim como o perdão, os dons, a vida em si e tudo que temos é advém da infinita graça de Deus e o fato de sermos filhos e reconhecermos isso restaura o sentimento que recebemos assim que aceitamos o Evangelho. Não deixe uma filosofia instalada no meio cristão falar mais alto do que a verdade da Palavra de Deus que revela que aquele que recebe Jesus como Salvador se torna filho de Deus e passar usufruir do relacionamento de Pai e filho. Deixe de lado a mentalidade de servo e assuma sua real identidade: “filho e filha de Deus” e passe a olhar a Deus como um Pai que ama, perdoa, entende, ensina, também repreende, liberta do pecado, abençoa e faz todo o possível para se relacionar com você.

SP, Fevereiro de 2014.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus.
[3] 2 Coríntios 5.18: “Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos deu a tarefa de fazer com que os outros também sejam amigos dele.
[4] Gálatas 4.7: “Assim vocês não são mais escravos; vocês são filhos. E, já que são filhos, Deus lhes dará tudo o que ele tem para dar aos seus filhos.
[5] O grego traz a palavra αββα ο πατηρ (abba ho pather) que significa meu pai, meu paizinho e que mostra a estreita relação entre um pai humano e seus filhos, ou seja, intimidade, comunhão num relacionamento que dá uma ideia sobre qual relacionamento o cristão deve ter com Deus, sendo filho.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

“TROPEÇOS” – Instrumentos pedagógicos de Deus


Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

Deus pode evitar que vocês caiam e pode apresentá-los sem defeito e cheios de alegria na sua gloriosa presença.
Judas 24


A nomeação deste título não tem nenhum teor apologético ao pecado, mas a intenção de quebrar um paradigma que tem martirizado a muitos cristãos que é a falsa ideia da perfeição absoluta e a fantasia de incorporar um “S” na camisa e ser um “SUPER CRENTE”. A visão de perfeição é rechaçada nas palavras, mas nos pensamentos e na prática tem uma forte aceitação, e pasmem, até pessoas que aparentemente são equilibradas são implacáveis quando outros erram e consigo mesmo não dão a oportunidade de uma auto avaliação para o progresso pessoal e tomam a atitude mais imprudente e vã que alguém que fora salvo pelo evangelho pode tomar – RETORNAR PARA O MUNDO – e passar agir como alguém que não conhece a verdade, e  aí, eu me pergunto, se em algum momento, esta pessoa realmente conhecia a verdade. Judas é enfático e bem categórico quando afirma que o poder de Deus é tamanho que impede qualquer um de cair (errar), porém, na caminhada cristã vemos por vezes que Deus não usa esse poder e assim, permite tropeços, e não estou me referindo somente à vida das pessoas cristãs que estão ao nosso redor, mas estou pensando em nós mesmos, ou seja, a pergunta que coloco em tela expressa muito de meus questionamentos e talvez dos seus caro leitor – “Porque Deus sabendo que quero servi-lo em espírito e em verdade, e que sou desejoso de não errar permite que eu tropece?” – Na verdade, após refletir sobre tal incógnita percebi que as falhas não são de todo ruins e que nas mãos de Deus são instrumentos pedagógicos para nos ajudar na jornada proposta no Evangelho de Cristo Jesus nosso Senhor. “Blasfêmia!?” Calma. Pensar assim não é conduzir ou instigar o ato de pecar, mas é perceber que antes de conhecer a verdade pecávamos compulsivamente, porém, após Cristo o errar é um acidente, e não uma prática prazerosa. Ser cristão nos premeia com a grata graça de passar a errar menos (e bem menos! Glória a Deus! Aleluias!) e retirar dos tropeços o aprendizado que irá ampliar a virtude de melhorar. Não sei se você já reparou, mas há pessoas que passam uma impressão de superioridade e de uma impecabilidade tão grande que parecem não precisar mais de Deus? Tais pessoas sofrem do mal da independência divina e por vezes, Deus em seu infinito amor permite que elas caiam e após a queda, Ele as recupera do abismo da auto suficiência e mostra a grande realidade na vida do ser humano – Todos são falhos e precisam diariamente de misericórdia divina!” – e conduz ao alivio do perdão e aceitação pelo poderoso sangue de Jesus. Por incrível que pareça errar está na natureza humana e mesmo aqueles que receberam o novo nascimento e se tornaram uma nova pessoa erram e fantasiar o contrário é dizer que é mentira as palavras de 1 João 1.10 que diz: Se dizemos que não temos cometido pecados, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua mensagem não está em nós.Tal afirmação não apoia o tropeçar, mas condiciona a todos olharem para cruz, pois, o mesmo João diz  nos versículos 8 e 9 da mesma epistola: “Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.” A mentalidade da igreja brasileira deve mudar e apoderar-se das verdades bíblicas e deixar misticismos, falácias e filosofias transvertidas de cristianismo verdadeiro e abraçar o teor, o poder e a magnitude das Escrituras Sagradas e passar a reivindicar o que realmente a Graça oferece – “Perdão e Crescimento Espiritual” – e ensinar o povo o que realmente é ser cristão. Chega de histórias em quadrinhos na vida de quem recebe a fé... Não existe “SUPER CRENTE”, mas pessoas que estão melhorando a cada dia, que estão aprendendo a errar menos, que conhecendo a Palavra de Deus a cada dia aplicam a verdade que aprenderam nas suas decisões. Devemos sim, repudiar o ato de pecar, mas se de repente  cairmos e tropeçarmos? A visão bíblica nos exorta a levantar, bater a poeira e continuar a caminhada e buscar não cair no mesmo erro. O apóstolo Pedro, mesmo sendo crente e apóstolo, negou Jesus, porém, aprendeu com seu erro e não negou mais... Tenho absoluta certeza que o que aconteceu com aquele que Deus usou para abrir a porta da Salvação para os Judeus e para todos os não Judeus foi um tremendo instrumento pedagógico que permitiu não a derrota, a queda e a perdição eterna, mas o surgir de um gigante na fé que foi usado para abençoar inúmeras almas em seu tempo e até os dias de hoje. Reflita em teus tropeços e pense bem... Não permita que o desânimo te paralise... Não seja o juiz que emite uma sentença de condenação, mas olhe para Cristo[2]... Nunca esqueça que Jesus te ama e  não o pecado... Se humilhe na presença de Deus, pois quem se humilha é engrandecido[3]... Jesus perdoa qualquer pecado[4] se você pedir o perdão... Quando você ouviu dizer que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice recebeu com essa exortação um ensino correto que revela que os tropeços permitem crescimento... Seja uma pessoa que aprende e cresce... Não se conforme com o pecado, mas saiba lidar com possíveis erros... Permita-se ser instruído e aprender com o Deus que te chamou para ser filho e filha... E não perca essa identidade!



SP, Fevereiro de 2014.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Hebreus 12.2: “ Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus.
[3] Lucas 18.14: “...Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.
[4] João 2.1,2: “Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Amizade através da oração

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

Irmãos, lembrem de nós nas suas orações.

1 Tessalonicenses 5.25


A oração é para os cristãos um momento especial, pois ao iniciar a fé começa-se a aprender através das Escrituras que é possível aproximar-se de Deus orando e após algum tempo o continuo crescimento chega e na caminha realizada na Presença do Eterno, por experiência própria, este cristão compreende que realmente orando o céu e a terra se encurtam porque Deus é totalmente acessível ao pequeno ser de barro pela comunhão da oração. Há um adágio cristão que diz – “A ORAÇÃO É A CHAVE DA VITÓRIA!” – tal afirmação não está escrita na Bíblia, porém, há chancela bíblica para dizer que ela tem um forte teor de verdade, pois é orando que quem anda na fé em Cristo[2] alcança grandes realizações, logicamente que a atitude de crer[3] deve estar unida a pratica da oração, pois, a fé[4] é requisito básico para ter contato com Deus e também fornece condições de se perseverar, porque não há como passar minutos ou horas conversando com Ele sem acreditar que está sendo ouvido. São admiráveis os relatos bíblicos de pessoas semelhantes a nós (imperfeitas, falhas e dispostas a crescer na fé) que oraram e Deus em resposta operou maravilhas. Vemos um mar que se abriu[5], o Sol que parou de se mover[6], um céu fechado sem chuva durante três anos que se abriu para novamente chover através de uma oração[7], o Messias enviado para trazer salvação a toda humanidade orando e operando diversos milagres [8], os discípulos de Jesus, o Messias, operando diversos milagres através da oração[9] e ainda, o Senhor Jesus conclamando a todos os seus seguidores a orar para fazer as obras que ele fez e ainda obras maiores[10] mostrando a maneira de fazer isto, ou seja, orando e assim, concedendo condições para que todos tenham o coração voltado para a prática da oração. Orar é algo poderoso e eficaz[11] e o apóstolo Paulo ciente disto exortou os irmãos de Tessalônica a orar por ele e seus companheiros de trabalho que necessitavam de ajuda, isto mesmo, necessitavam de auxilio para ir além e ao pedir oração, não demonstrou fraqueza, nem falta de fé, mas reafirmou a crença que Deus responde orações e mostrou que para realizar a obra de proclamar o Evangelho não basta vontade de trabalhar e orar (oração de quem trabalha), mas é necessário ter a ajuda de todos que também tem a mesma fé, ou seja, quanto mais cristãos orando melhor. Vivemos em dias tão corridos que as vinte e quatro horas parecem esvair freneticamente entre nossos dedos num período bem inferior e se o salvo não tomar cuidado elas vão embora, inicia-se outro dia e não houve uma simples hora de oração na presença do Altíssimo. A amizade através da oração que o cristão adquire com Deus é ampliativa quando ele compreende que orar não é uma mera obrigação, mas algo prazeroso e poderoso, que muda a geografia de uma vida, uma casa, um bairro, uma região, uma cidade, um país e o mundo. Em resposta a oração de Jesus[12] é que você se tornou cristão e é através de suas orações querido (a) leitor (a) que outros se aproximarão de nosso querido Mestre e que sua obra (Salvação para toda humanidade) será realizada. Um dos intentos e ardis satânicos é desanimar o povo eleito de orar, porém o Espírito Santo é nosso intercessor[13] e convida quem tem sensibilidade espiritual a ter o que intitula nossa reflexão – “AMIZADE”.


SP, Fevereiro de 2014.





[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] João 14.13,14: “E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, a fim de que o Filho revele a natureza gloriosa do Pai. Eu farei qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome.
[3] Mateus 22.21: “Se crerem, receberão tudo o que pedirem em oração.
[4] Hebreus 11.06: “Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor
[5] Êxodo 14.13,14,21,22: “O SENHOR disse a Moisés: – Por que você está me pedindo ajuda? Diga ao povo que marche. Levante o bastão e o estenda sobre o mar. A água se dividirá, e os israelitas poderão passar em terra seca, pelo meio do mar. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e Deus, o SENHOR, com um vento leste muito forte, fez com que o mar recuasse. O vento soprou a noite inteira e fez o mar virar terra seca. As águas foram divididas, e os israelitas passaram pelo mar em terra seca, com muralhas de água nos dois lados.
[6] Josué 10.13,14: “O sol ficou parado, e a lua também parou, até que o povo se vingou dos seus inimigos. Estas palavras estão escritas no Livro do Justo. O sol ficou parado no meio do céu e atrasou a sua descida por quase um dia inteiro. Nunca tinha havido e nunca mais houve um dia como este, um dia em que o SENHOR obedeceu à voz de um homem. Isso aconteceu porque o SENHOR combatia a favor de Israel.

[7] 1 Reis 17.01; 18.41-45: “Um profeta chamado Elias, de Tisbé, na região de Gileade, disse ao rei Acabe: – Em nome do SENHOR, o Deus vivo de Israel, de quem sou servo, digo ao senhor que não vai cair orvalho nem chuva durante os próximos anos, até que eu diga para cair orvalho e chuva de novo.” e ” Então Elias disse ao rei Acabe: – Agora vá comer, pois eu já estou ouvindo o barulho de muita chuva.  Enquanto Acabe foi comer, Elias subiu até o alto do monte Carmelo. Ali ele se inclinou até o chão, pôs a cabeça entre os joelhos  e disse ao seu ajudante: – Vá e olhe para o lado do mar. O ajudante foi e voltou dizendo: – Não vi nada. Sete vezes Elias mandou que ele fosse olhar. Na sétima vez, ele voltou e disse: – Eu vi subindo do mar uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem. Então Elias mandou: – Vá aonde está o rei Acabe e lhe diga que apronte o carro e volte para casa; se não, a chuva não vai deixar. Em pouco tempo o céu se cobriu de nuvens escuras, o vento começou a soprar, e uma chuva pesada começou a cair. Acabe entrou no seu carro e partiu de volta para Jezreel.
[8] Ler o quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).
[9] Ler o livro de Atos dos Apóstolos.
[10] João 14.12: “ Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai.” em conjunto com os versículos 13, 14 nos mostram que estas obras são possíveis através da fé e da oração.
[11] Tiago 5.16”...A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder
[12] João 17.20,21: “Não peço somente por eles, mas também em favor das pessoas que vão crer em mim por meio da mensagem deles. E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste
[13] Romanos 8.26: “Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor.



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Perseverança – Garimpando ouro...

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

Que o Senhor os faça compreender melhor o amor de Deus por vocês e a firmeza que ele, Cristo, dá!

2 Tessalonicenses 3.05


A capacidade de aprender, imitar e realizar humana é um dom nato, sem dúvida, todos a têm, mesmo aqueles que sofrem alguma deficiência cognitiva ocasionando déficit menor ou maior ao substantivo feminino inteligência. O natural para as pessoas é ser inteligente dentro do mundo em que vivemos, pois é nosso habitat e fomos criados para nos desenvolvermos nele. Assim, o cristão como parte desse meio (somos seres humanos) quando discursa no campo comum acrescenta muito pouco e é por isso, que o apóstolo Paulo enxota em 1 Coríntios 3.19[2] a tendência que alguns estudiosos de nosso meio adotam de querer colocar o pensamento humanista no mesmo patamar que o Sagrado e é categórico ao dizer que é ‘’LOUCURA” chamando a atenção de todo o cristianismo para buscar algo que não nasce com o homem e é conhecido nas Escrituras como algo que vem através de rogos, súplicas e uma vida dedicada ao Eterno – “SABEDORIA[3]” – que é uma chave para compreender o amor de Deus e a obra Redentora de Cristo. Tenho ficado de boca aberta ao observar como fica complicado entender a mensagem do Calvário pela influência do que podemos denominar “filósofos da teologia cristã[4]” que trazem uma ótica negativa até sobre os Teólogos[5] cristãos que absorvem conhecido como se garimpa ouro, ou seja, buscam descomplicar e tornar acessível ao leigo o conhecimento que lhe aproximará da verdades Sagradas. Todavia, o afã de conhecer é louvável e o próprio Deus produz isso no âmago humano e possibilita sua conquista através da revelação acessível a todos que vem pelas Escrituras e pelo Deus-homem – CRISTO JESUS, nosso Senhor! – por isso, compreender no texto em tela é possível e ainda, é uma virtude dada pela fé a todas as pessoas que responderem o convite[6] dado pelo Evangelho. A morte de Jesus na cruz substituindo (morte vicária) o ser humano é o inicio de tudo para humanidade, e esse tudo significa que receber através das testemunhas (cristãos) o conhecimento de tal verdade abre as portas para enxergar o amor de Deus em uma amplitude que não se conhecia antes e que leva quem crê ao estado de filho[7] de Deus e mostra que receber, absorver, ampliar a firmeza da verdade de Cristo é não desacreditar, ou seja, não voltar a trás, não desistir da fé, não desviar do propósito, não negar a Jesus e jamais voltar a abraçar o mundo e seus ideais anti-cristãos. Todo cristão esta garimpando ouro ao buscar compreender o amor de Deus e a firmeza que Cristo dá e o Espírito Santo nosso guia está conosco nesta jornada dando a cada um que crê a perseverança para alcançar o prêmio maior – VIDA ETERNA – e durante o período terreno a possibilidade de crescer na fé. Perseverar é algo que deveria ser comum entre todos os que adotam a crença em Deus como estilo de vida, porém, tal feito é adquirido quando se compreende e é possível estar firmado no que a Palavra do Eterno ensina e isto é, uma dádiva que advém com o tempo que se caminha na presença dEle. Sejamos garimpeiros da compreensão do amor e dá firmeza que Cristo nos concede debaixo da visão da perseverança e no poder do Evangelho.



SP, Fevereiro de 2014.




                        
[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] “Pois aquilo que este mundo acha que é sabedoria Deus acha que é loucura. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Deus pega os sábios nas suas espertezas.
[3] Sabedoria 2.6: “ É o SENHOR quem dá sabedoria; a sabedoria e o entendimento vêm dele.” ; Jó 28.28: “E ele disse aos seres humanos: “Para ser sábio, é preciso temer o Senhor; para ter compreensão, é necessário afastar-se do mal.”; Tiago 1.5: Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.
[4] Neste contexto filósofos da teologia cristã são estudiosos das Escrituras que não se preocupam a tornar acessível às pessoas em geral a mensagem salvadora e colocam livros e estudiosos no mesmo patamar da Bíblia adotando o padrão humano como fonte inspiradora para seu conhecimento.
[5] Teólogo cristão é alguém versado na ciência que estuda o Sagrado e que possui como fonte maior de seu Estudo a Bíblia e encara os outros livros e estudiosos como simples auxiliares de seu legado e não o contrário.
[6] Mateus 22.14: “E Jesus terminou, dizendo: – Pois muitos são convidados, mas poucos são escolhidos.
[7] João 1.12: “Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus.