sábado, 12 de outubro de 2013

Perseguindo a excelência

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje


Paulo Francisco dos Santos[1]

Aquele que quer aprender gosta que lhe digam quando está errado; só o tolo não gosta de ser corrigido.”
Provérbios 12.1



O caminho da excelência não é marcado por uma infinidade de acertos, mas pela possibilidade de corrigir e aperfeiçoar. Dentro de tal perspectiva há aqueles (as) que estão perseguindo essa visão e que almejam melhorar e ir além e para estes há um toque divino através do provérbio acima. A razão de ser da humanidade é sua ligação com Deus que garantiu acertadamente uma sociabilidade que condiciona a cada representante de nosso gênero a dependência de aprender tudo através de antecessores[2]. Em meio ao espírito crescente de independência e prevalência sobre tudo e todos parece que a dinâmica de tal discurso está distorcida e sofrendo da síndrome do que é antiquado[3], ainda mais vindo de Salomão que viveu há quase três mil anos atrás, porém apesar de aparente incoerência a verdade que entre linhas se vê não perdeu o valor e é fonte nitidamente eficaz para conduzir quem quer ter destaque em tudo o que fizer. Cada pessoa é diferente e possui também dons variados que a tornam única e que possibilitam uma interação que completa o meio em que se vive, pois imaginar um mundo com pessoas que somente soubessem fazer pão e nada mais que isso é algo absurdo e cruel, ou milhares e milhares que tivessem como opção de bebida um único refrigerante... Pensar nisso é conduzir a mente a premiada graça de possuir a multiforme capacidade de desenvolver métodos, receitas e muitas e muitas coisas diferenciadas pela benção da sabedoria que é ampliativa. O ser humano não só aprende com seus antecessores, mas desenvolve a capacidade de ampliar e melhorar tudo que vem a suas mãos. É lógico que dificilmente toda pessoa vai acertar na primeira vez que aprender algo e na grande maioria dos casos precisará ser corrigida para chegar ao ponto de fazer bem o que está aprendendo e prosseguir até chegar ao cume do monte da excelência. A sabedoria Salomônica é eficaz ao exaltar o desejoso que quer aprender e também na forma repressiva de alerta quem segue na contramão de tal propósito, mesmo quando se quer olhar discriminatoriamente a afirmação que impinge uma contundente e negativa marca de tolo ao que demonstra repugnância ao ser corrigido quando está errado é na verdade uma maneira de colocar as mãos na consciência e como numa espécie de trabalho de mineração tentar retirar da rocha algo precioso que neste contexto é o sentimento que dá suporte e primei-a como titulo essa reflexão – “Perseguindo a Excelência” –, pois Deus é especialista em extrair tesouros grandiosos de corações que aos olhos comuns e limitados não possuem nada a oferecer. Sim, os inúmeros bens que beneficiam toda sociedade são fruto desse desejo que o próprio Deus colocou no coração humano. A todos aqueles que o Senhor chamou há uma verdade que não pode ser esquecida: “Perseguir a excelência é deixar que o desejo de aprender seja moldado pelo Espírito de Deus e colocar a disposição dEle a direção da vida para ser um instrumento inusitado de bênçãos que marcarão a vida da geração que há de vir sendo um exemplo para a geração atual.”



[1]  Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Pessoas vivas ou póstumas.
[3] Algo sem valor.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A NECESSIDADE QUE O SER HUMANO POSSUI DE DEUS

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje


Paulo Francisco dos Santos[1]

Jesus nasceu na cidade de Belém, na região da Judéia, quando Herodes era rei da terra de Israel. Nesse tempo alguns homens que estudavam as estrelas vieram do Oriente e chegaram a Jerusalém. Eles perguntaram: – Onde está o menino que nasceu para ser o rei dos judeus? Nós vimos a estrela dele no Oriente e viemos adorá-lo. Quando o rei Herodes soube disso, ficou muito preocupado, e todo o povo de Jerusalém também ficou. Então Herodes reuniu os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei e perguntou onde devia nascer o Messias. Eles responderam: – Na cidade de Belém, na região da Judéia, pois o profeta escreveu o seguinte:  “Você, Belém, da terra de Judá, de modo nenhum é a menor entre as principais cidades de Judá, pois de você sairá o líder que guiará o meu povo de Israel.”  Então Herodes chamou os visitantes do Oriente para uma reunião secreta e perguntou qual o tempo exato em que a estrela havia aparecido; e eles disseram. Depois os mandou a Belém com a seguinte ordem: – Vão e procurem informações bem certas sobre o menino. E, quando o encontrarem, me avisem, para eu também ir adorá-lo. Depois de receberem a ordem do rei, os visitantes foram embora. No caminho viram a estrela, a mesma que tinham visto no Oriente. Ela foi adiante deles e parou acima do lugar onde o menino estava. Quando viram a estrela, eles ficaram muito alegres e felizes. Entraram na casa e encontraram o menino com Maria, a sua mãe. Então se ajoelharam diante dele e o adoraram. Depois abriram os seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. E num sonho Deus os avisou que não voltassem para falar com Herodes. Por isso voltaram para a sua terra por outro caminho.”
Mateus 2.1-12


A história dos magos/visitantes do oriente é maravilhosa, pois relata como Deus chamou e revelou a homens que ainda não conheciam sua Palavra a verdade do Evangelho e o tão aguardado Messias. Quando o texto de Mateus descreve quem eles são enfatiza – “estudiosos das estrelas”  – e mostra que Deus fala através daquilo que Ele criou. Estes magos tiveram uma revelação sobre Deus e seu rei escolhido (Jesus Cristo) através da natureza. A natureza fala que há um Deus criador e sabiamente o Salmo 19.1-3[2] descreve isso e para nosso texto em tela mostra que o que foi criado por Deus favorece o ser humano como testemunho que direciona-o para seu Criador. Realmente a natureza fala e seu discurso escrito no já citado Salmo pode ser reescrito e entendido assim: “Olhem criaturas terrestres as maravilhas que foram criadas... O Sol esta no devido lugar, o mar, o céu e tudo que existe está em sincronia... Tudo é perfeito e lindo... Isso não pode ter existido por obra do acaso, mas alguém que é um ser superior deve ter feito tudo isso, ou seja, DEUS!” Pense bem: “Se uma casa exige um construtor, se um livro exige um escritor, se tudo que há no mundo dos homens[3] exige a interferência e construção de alguém, porque imaginar que o Universo é diferente?” Entretanto, alguns pensam de forma contrária e criam teses mirabolantes e ingênuas para tentar preencher o vazio que é do tamanho da pessoa de Deus e somente pode ser preenchido por Ele. Os visitantes do oriente que a tradição atribui à hierarquia de Reis eram pessoas necessitadas de Deus que estavam a sua procura e na natureza tiveram um vislumbre (faísca) da luz verdadeira. O falar da criação é maravilhoso, mas é insuficiente para revelar plenamente o Deus verdadeiro e a sua salvação, porém ela aponta o caminho que se deve seguir. Veja só, a natureza não só falou da grandeza de Deus, mas mostrou através da estrela para os visitantes do Oriente em qual lugar iria nascer quem iria direciona-los a verdade sobre Deus. “A natureza aponta para Jesus! Glórias ao seu nome eternamente!” Jesus é a plenitude da revelação divina para suprir a necessidade espiritual que na queda de Adão principiou um mergulho de desespero e angustia para toda humanidade que através de forças demoníacas e pérfidos pensamentos fizeram surgir religiões e a adoração daquilo que não é Deus. Porque se adora objetos criados por mãos humanas? Porque há tantas religiões? Porque ao se falar do mundo espiritual há tanta curiosidade? Porque nos tempos atuais há uma busca incansável por prazeres? Porque por mais que se faça ou conquiste há um sentimento permanente de falta? Há uma necessidade no ser humano que não será saciada por qualquer coisa ou artifício deste mundo transitório. Essa necessidade tem um motivo, tem nome e tem solução – “Deus”! Eles seguiram a estrela que apontou para Jesus... A sede e a fome espiritual também é um sinal da natureza humana que está apontando para Jesus... O permanente vazio que não acaba, mesmo tendo disponibilidade de tantas coisas é o sinal que aponta para Jesus... Os visitantes do Oriente não ignoraram o sinal divino e se direcionaram para Jesus e ainda ofereceram o que tinham de melhor para Ele e receberam o bem maior que é o poder reatar o vinculo perdido do Éden, voltar-se para Deus e ter a necessidade espiritual suprida pela Salvação que está em Cristo. Antes de conhecerem Jesus a natureza era quem os guiava, porém após ofertar, adorar e reconhecer o propósito divino já não foi ela ou outra parte criada que os avisou para irem por outro caminho por causa da fúria de Herodes contra o enviado – Emanuel – mas o próprio Deus falou pessoalmente com ambos.  A mesma necessidade que os três estudiosos das estrelas tiveram é compartilhada por muitos e muitos nos nossos dias, porém para poder saná-la é necessário ter a mesma atitude que eles tiveram – “IR AO ENCONTRO DE JESUS”.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram. Cada dia fala dessa glória ao dia seguinte, e cada noite repete isso à outra noite. Não há discurso nem palavras, e não se ouve nenhum som. 
[3] Pensar em mundo dos homens neste texto é refletir sobre tudo que existe em matéria de vestuário, tecnologia, lazer, moradia, organização política e social, bens de consumo etc devem e são desenvolvidas a partir de pessoas e seu trabalho. Nosso mundo atual é fruto da realização do ser humano.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A IDENTIDADE BÍBLICA ATRAVÉS DOS SÉCULOS

“O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.”
Mateus 24.35.


Quem já não se questionou sobre a atualidade da Bíblia? Quem já não pensou em como é possível que a Bíblia sendo um livro tão antigo pode ter um conteúdo tão atual? O poder que fundamenta a Bíblia é de ordem Divina e seu conteúdo inspirado é único, inquestionável e verdadeiro. Palavras que parecem ser fortes demais, todavia, não em relação à Bíblia, pois os outros livros são frutos do intelecto finito e passível de erro que cada ser humano tem, entretanto, não é assim com a Palavra de Deus, pois o suas linhas delineiam a essência de cada pessoa que tem sua vida originada no Criador. O livro mais lido e amado de todos os tempos e que permanecerá para sempre segundo as palavras do Senhor Jesus. Ao referir-se sobre a brevidade do céu e da terra – comparado com o estabelecimento do seu reino e a eternidade – Jesus nos lança a verdade sobre o poder da palavra que não cessa e figura entre a tão querida criação divina: o ser humano. Ser uma pessoa significa ser amada, ou seja, Deus doa irrestritamente e incondicionalmente um amor sem barreira e inexplicável diante dos meros dicionários que estão à disposição de cada um. O apóstolo João escreveu que: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16) Amor sem reservas e totalmente abundante que está ao alcance de todos sem exclusões advindas de conceitos racionais, raciais, de idade ou de qualquer ordem, excetuando-se apenas a incredulidade. Amor que revela um sentimento que possibilitou uma mudança ao rumo desordenado em que toda a humanidade se encontrava, pois o pecado e Satanás conduziam a todos para um triste fim. Amor e Bíblia são parceiros inseparáveis quando o assunto é o proposito redentor doado para todas as pessoas. A identidade bíblica permanece a mesma através de todos os séculos que dão testemunho de sua veracidade no cumprimento de profecias e de sua atuação entre as pessoas, pois é o veiculo que aproxima Deus das pessoas que através de Jesus recebem a fé e o conhecimento para conquistar suas promessas. É algo comum haver questionamentos sobre a Palavra de Deus, entretanto, permanecer alheio as suas verdades após uma leitura e meditação de seu conteúdo magnífico com dedicação e empenho seria de ordem incomum. A Bíblia é o manual divino de funcionamento do ser humano, pois ela testifica de suas necessidades, oferece consolo, reprende atitudes errôneas e alerta sobre os juízos futuros e reclama para si o titulo de único guia que poderá levar as pessoas a se aproximarem de Deus. 



sábado, 10 de agosto de 2013

“UP NA FÉ” - DESEJO DIVINO PARA NÓS: UNIDADE e PERSEVERANÇA

Nova tradução na Linguagem de Hoje

O nosso profundo desejo é que cada um de vocês continue com entusiasmo até o fim, para que, de fato, recebam o que esperam.
Hebreus 6.11

O escritor de aos Hebreus com propriedade trata de unidade numa expressão dinâmica e profunda no versículo acima que dá base à reflexão que quero compartilhar com o caro leitor (a). Ao inserir o pronome possessivo “nosso” torna-se claro que o objeto de desejo é comum, pertence a nós e esse nosso ou nós é dentro do conceito formulado neste capitulo de desejo divino que também é compartilhado por seus filhos e filhas – IGREJA –, outras traduções não elencam o pronome nosso, porém usam diretamente o verbo desejamos[i] ou queremos[ii] que denotam também a ideia de algo comum, pois a conjugação do tempo está na terceira pessoa do plural, ou seja, “nós” é o pronome que dá sustento a visão de unidade compartilhada pelos cristãos e enfatiza o interesse, o entusiasmo, esforço dedicado, diligência, cuidado, empenho ao guardar a esperança que vem da fé que foi ministrada ao coração daquele que recebeu a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal. Qual é o desejo comum dos cristãos? Que todos se salvem, pois este também é o desejo de Deus (1 Tm 2.4)[iii] e isso acontece quando não há naufrágio na fé ou desistência, pois a perseverança que é descrita como continue com entusiasmo até o fim mostra claramente que a esperança da vida eterna não pode ser esquecida ou o desejo de tê-la diminuir até ser extinguido. Diante de tal verdade quero abreviar as palavras unidade e perseverança unindo suas letras iniciais “U” e “P” e formar a palavra “UP” que em inglês quando empregada como verbo significa subir, levantar e aumentar e dizer que o cristão precisa continuamente de um “UP NA FÉ[iv]”, ou seja, estar sempre aumentando em unidade e perseverança na fé para conquistar a promessa que nos foi entregue pela Palavra do Eterno. Toda construção que gira em torno de ser perseverante está ligada ao tomar posse de “fato” do que se espera, ou seja, não apenas imaginar que se irá receber, ou aguardar em vão quando se desiste, mas receber. Deus deseja que os chamados recebam a promessa, e quem foi chamado também deseja que os outros que foram chamados também recebam e daí podemos concluir que por isso ele ora, jejua, lê e aplica as Escrituras Sagradas no seu viver diário e ainda, encoraja, ajuda, ampara e leva outros a não se distanciarem da esperança da vida eterna. Caro cristão, você foi chamado para ser abençoado e ser abençoador e estar continuamente recebendo  e compartilhando o “UP NA FÉ”!


Autor: Pastor Paulo Francisco[v]




[i] Ferreira de Almeida Revista e Corrigida, Revista e atualizada, Bíblia Católica Ave Maria, KJA – Tradução King James atualizada.
[ii] NVI – Nova versão internacional.
[iii] Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade.
[iv] Não quero levantar a bandeira do estrangeirismo, mas com auxilio desse termo colaborar para o entendimento reflexivo do versículo que dá base ao comentário.
[v] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ORDEM DE DESPEJO

Nova tradução na Linguagem de Hoje
Não levem nenhum ídolo para dentro de suas casas, pois a maldição que está sobre o ídolo estará também sobre vocês. Detestem e odeiem com todo o coração os ídolos, pois o ídolo é uma coisa amaldiçoada.
Deuteronômio 7.26
A palavra do Eterno não muda! O ídolo sempre foi uma tentativa humana de se aproximar de Deus que contribuiu na verdade para afastar mais e mais... Neste versículo Moisés inspirado trás um alerta contundente e uma ordem proibitiva ao povo – “DIGA NÃO AOS ÍDOLOS!” – O problema relacionado aos ídolos é bem antigo, mas o engraçado é que o ídolo antes era apenas uma construção de artificie, ou seja, as figuras eram de madeira, pedra, metais preciosos, gesso etc, mas os dias atuais tem não somente os já conhecidos objetos, mas elencado agora pessoas a classe dos que devem ser indesejados. Logicamente que a grande maioria dos ídolos atuais não são classificados como deuses no sentido literal da palavra, porém despertam no seu publico de seguidores atitudes quase semelhantes a adoração. Hoje o semelhante adorador é chamado de fã, sim, fã de pessoas de carne e osso, que apenas tem talento (artístico, musical etc) e sobressai-se a massa. Talvez você possa dizer: “QUAL O PROBLEMA DE GOSTAR DE FULANO OU FULANA?” Realmente não há problema em gostar de pessoas, mas a linha entre admirar e idolatrar é tão tênue que há pessoas que chegam a não comer, não dormir, choram compulsivamente porque não conseguiram um ingresso para o show, tentam suicídio por que tal ídolo casou, matam pessoas porque seu time perdeu ou enchem o quarto de fotos etc, devemos entender que amar tal pessoa ou grupo de pessoas acima de si mesmo é um nítido sinal de que o coração está em desacordo com a vontade divina. Há dentro deste pseudoanônimo de fã uma camuflada tentativa de deificar o humano em detrimento do Deus verdadeiro. Qual o problema do ídolo? Deus não divide sua glória com ninguém (Is. 42.8[i]). O ídolo afasta o ser humano de Deus e ainda, coloco-o debaixo de maldição! O ídolo é tão amaldiçoado quanto quem o adora, e isso, cabe ao objeto e ao ser humano que quer ocupar o lugar divino e desvirtuar a criatura distanciando-a do seu Criador. Quantos não agradecem a Deus as benesses de sua vida (saúde, trabalho, família, ar, tempo etc), porém vivem em função de pessoas que muitas vezes nem as conhecem e que em breve irão morrer. Maldição significa em primeiro lugar morte eterna e concernente a vida transitória e terrena é não desfrutar da plenitude das bênçãos de Deus. O desejo divino é que todos se salvem (1 Tm 2.4[ii]) e que compreendam que a idolatria é um pecado mortal que deve ser expurgado da vida do ser humano. Detestar e odiar de todo o coração o ídolo é dar uma “ORDEM DE DESPEJO” e colocar Deus em primeiro lugar no reino interior de nosso ser.
Autor: Pastor Paulo Francisco[iii]




[i] Eu sou o SENHOR: este é o meu nome, e não permito que as imagens recebam o louvor que somente eu mereço.
[ii] Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade.
[iii] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CAPACITADOS PARA VENCER


Nova tradução na Linguagem de Hoje
As tentações que vocês têm de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a vocês para suportá-la, e assim vocês poderão sair dela.
1 Coríntios 10.13

Existe uma singularidade que permeia a todos – as tentações – sua existência e campo de ação estão no nosso cosmos vivente, ou seja, o seu braço estende-se a mim, a você, a nós e aos outros... Elas podem nos encontrar em casa, no trabalho, na escola, no lazer, na alegria, na dor, de dia ou a noite e por assim, dizer, em qualquer lugar... No passado, presente ou futuro... No Brasil, Inglaterra, África do Sul, China, Israel, Bangladesh, em cada país ou até mesmo em uma espaçonave em direção a lua elas estão presentes... Mas o que são essas tais tentações? Parece simples identifica-las, mas ao mesmo tempo surgem dificuldades ao percebemos que tentações para uns não são exatamente tentações para os outros... Uma coisa é certa, elas se mostram grandes vilãs e se aproveitam das fraquezas e mazelas do ser humano e encontram como aliadas uma imposição de ordem demoníaca, ou seja, as forças das trevas entram em ação. Vemos então dois mundos e influencias em destaque – o mau interior (caráter) e o mal ulterior (reino das trevas) – e que abrem frontes de guerra e bombardeiam sem dó e nem piedade todas as pessoas. Todas as pessoas? Sim. Todas as pessoas são bombardeadas, pois a tentação em si busca distancia-las de Deus. Quem não crê pela tentação é levado a continuar descrente e quem crê é levado a desistir de sua fé, mas algo interessantíssimo cabe nesse momento para refletirmos –“A INTERVENÇÃO DIVINA” – Deus não permite que as tentações ultrapassem a possibilidade humana (mesmo com suas fraquezas, mazelas, corrupção e pecado) de vence-las, ou seja, existe um contrapeso nesta guerra que não deixa as tentações serem invencíveis. Glória a Deus! Saber disso é sumamente importante e o apostolo Paulo em sua epistola aos corintos deixou claro que não há porque fazer apologia ao erro e justificar ceder as tentações declarando ser mais fraco do que elas, pois Deus concede forças não só para suportá-las, mas para sair delas e sair ileso, sem ceder e pratica-las. A carne (natureza humana) realmente é fraca, mas na onisciência e zelo divino há uma proteção que deve ser usada por quem é tentado e assim, sair vitorioso... Vencer as tentações não é utopia, mas em Cristo uma realidade... Não viva como pobre sendo rico! Aqui entender ser rico é saber que na força de Deus há condições para vencer! Não importa o tamanho das tentações que vem contra você, o que realmente importa é que com a intervenção divina e a sua determinação de não ceder dão a você “A CAPACIDADE DE VENCER” e ainda, de ser um exemplo para os outros, pois nosso mundo carece realmente de exemplos bons para serem seguidos!
Autor: Pastor Paulo Francisco[i]




[i] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Palavra cura

“As palavras do falador ferem como pontas de espada, mas as palavras do sábio podem curar.”
Provérbios 12.18


A milênios a trás a sabedoria Salomônica detectou um antagonismo digno de reflexão que apesar do transladar dos tempos ainda permeia nossos dias e que está presente em toda sociedade moderna. Abordar o assunto uso de palavras é complexo e requer uma ampla visão, ainda mais se quem o abordar buscar condensar o que sem duvidas iria facilmente encher uma variedade de folhas que formariam um livro. Assim, vemos este provérbio afirmando que palavras são virtudes e o falar é uma maravilhosa dádiva que o magnífico e soberano Deus premiou o ser humano, mas há também neste versículo a afirmação que elas podem ferir despertando uma visão de um possível conflito? Na verdade não há conflito quando observamos que o problema não está na palavra em si, mas no seu uso, pois ferir ou curar são ações que estão nas mãos de quem a utilizar. Que poder tem o ser humano! As palavras são poder! Ferir e curar são opções que devem ser refletidas antes de soltar as palavras que estão presas no coração. Salomão chama aquele que desperdiça as palavras de falador, ou seja, alguém que não tem auto controle, não sabe dosar palavras, não pensa antes de falar e que pode também ser classificado como desequilibrado tagarelador e alguém que faz da prolação uma aventura sádica e cruel.  Comparar palavras a pontas de espadas que ferem é afirmar que tal assertiva convoca cada pessoa a ter cuidado, ser ponderada e criteriosa ao falar, pois nosso querido Mestre Jesus disse: “Eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, cada pessoa vai prestar contas de toda palavra inútil que falou.  Porque as suas palavras vão servir para julgar se você é inocente ou culpado. (Mateus 12.36,37)” – ferir não significa apenas fazer o outro sofrer, mas haverá num futuro um prestar de contas que trará um terrível juízo sobre quem empregou mal o dom que recebeu de Deus. Infelizmente vivemos em um mundo em que feridas são freqüentes e os causadores se multiplicam, porém na contramão do mau administrador está o sábio que é assim chamado por saber usar as palavras, por ser equilibrado, ter temperança e por fazer da dicção a oportunidade de curar. A palavra cura quando debaixo da unção divina fornece ao ser humano repreensão, exortação, consolo e edificação dando a oportunidade de ser moldado e abençoado. Usar bem a palavra é emprestar a Deus os lábios e transmitir vida curando as dores do coração... da alma... do ser... Realmente a Palavra cura!

Autor: Pastor Paulo Francisco