quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Arrebentando as cercas da minha ilha


Nova tradução na Linguagem de Hoje

Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo.
Gálatas 6.02

Há discursos na atualidade recheados de uma força que forma biombos[1] que enclausuram pessoas a uma visão egocentrista que as impede de desfrutar de um bem maravilhoso doado por Deus que é a possibilidade de viver e conviver com seu semelhante.  Ao batizar essa reflexão com o título: “Arrebentando as cercas da minha ilha” – o Espírito Santo me conduziu pela trilha do doar-se que contrapõe claramente a figura do preocupar-se somente comigo e ainda, comigo. Formar uma ilha própria tem o significado de isolar-se e manter-se isolado preocupando-se apenas com assuntos que dizem respeito ao que realmente importa para a idolatria pessoal. Não existe ninguém assim! Você acha!? “Quem dera!” Esta expressão busca definir o espanto que os passos de um mundo que prepara (ou tenta colocar na cabeça das pessoas) cada ser humano para poder ser melhor que o outro. Mas porque devo me importar com aqueles que estão próximos? Com aqueles que não conheço? Logicamente que ajudar é uma visão cristã, porém, na verdade é algo que deveria extrapolar o cristianismo, porque a vida transitória neste mundo exige auxilio desde o nascimento de cada pessoa, ou seja, no momento em que somos indefesos nossos pais ou responsáveis nos protegem e ajudam. Ao trilharmos a infância e adolescência e até chegarmos à fase adulta somos cercados de cuidados e auxilio em casa, na parentela, na escola, entre coleguinhas, na convivência etc, mas um belo dia ouvimos ou lemos que devemos ser donos de nosso próprio nariz e que as pessoas que estão ao nosso redor são possíveis inimigos que dificultarão a concretização daquilo que foi idealizado em nossa mente como sonho de consumo e por isso, não estenderemos as mãos para ajudar ninguém... E resolvemos estabelecer uma Leiva[2] própria... Nossa pequena ilha que é totalmente isolada... Cercada de conceitos que aprovam o que fazemos... E outro belo dia a nossa existência se foi e os registros pessoais e interpessoais apontarão que fomos apenas aqueles que tiveram o sobrenome marcado pela definição da palavra “Egoísmo”. Duro tal pensamento? Na verdade, toda reflexão nos leva ao um confronto interior para tomarmos uma decisão que pode impulsionar a uma mudança ou a um simples cruzar de braços e atitudes. O apóstolo Paulo invoca os cristãos em Gálatas e em toda a história do cristianismo a se mexerem e fazerem o possível em relação às pessoas do seu convívio, as pessoas de perto e as de longe, ao que se denomina outro... Igual a mim, mas que neste momento precisa do meu auxílio. O famoso adágio que apresenta a mão estendida para amparar a mão que futuramente lhe irá socorrer é verídico quando entendemos que ainda que essa mão não seja necessariamente o ser humano que ajudei, ela representa o ideal divino para raça que Ele criou com intuito de mostrar sua glória e semelhança. A cruz de Cristo trás na sua forma vertical a reconciliação com Deus e na horizontal a identificação com o próximo que precisa de mim. “Ajudar” é um verbo simples que ao ser aderido ao pronome indefinido “outro” assume uma posição multifacetada que vai desde de uma ação de doar o ombro amigo a magnifica mensagem de Cristo em João 16.13: “Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles.” Deus espera que todos os seres humanos possam arrebentar as cercas de suas ilhas interiores e sejam misericordiosos expressando compaixão para os que precisam... Cabe a nós cristãos sermos os primeiros a hastear tal bandeira e ai sim, a colheita vaticinada por nosso Mestre será colossal, pois uma verdadeira multidão também seguirá nosso exemplo! O conclamar de Paulo em Gálatas ecoa nos nossos dias chamando os que dormem o sono da indolência, do conforto e comodismo da sociedade consumista para que se possa fazer a diferença! Diante disto qual é a nossa escolha? Arrebentar a cerca ou muda-la para uma muralha?
Autor: Pastor Paulo Francisco[3]





[1] Biombo: Tabique móvel que resguarda parte de uma habitação. 
[2] Leiva: Sulco aberto por arado; gleba.
[3] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O INTERIOR EM GUERRA - ANTAGONISMO DA VELHA E DA NOVA PESSOA EM CRISTO

Nova tradução na Linguagem de Hoje

Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem.
Gálatas 5.17

Ao ler a palavra “guerra” enquanto a paz é o sonho de consumo de todas as pessoas de bom senso desperta em primeira instância um choque e em segundo plano soa como algo drástico quando invoco a palavra interior para desenvolver uma reflexão com intuito cirúrgico para colaborar e impulsionar o triunfo da nova pessoa em Cristo. Diante dos olhos da razão o senso de decisão (fornecido pelo ensino) deve ser administrado de forma incisiva e assim, tudo irá bem ao homem moderno, porém, não só nas Eras em que o conhecimento fora um troféu de um seleto clã e o resto da humana constituía-se de bárbaros que tomavam atitudes movidas por seu bel prazer e força própria (autotutela) demonstrou-se falho, mas na contemporaneidade esse senso não impede a crescente insatisfação, o aumento da criminalidade, corrupção e males que se mostram oriundos do intimo humano, ou seja, é praticamente algo por demais difícil administrar pensamentos e atitudes de forma a ter-se uma boa convivência em sociedade. Exagero!? Quem dera. A mídia e os próprios olhos dos leitores que acompanham estas linhas podem ver que estamos em um conflito exterior na sociedade moderna que advém da guerra interior. Os donos da razão atual – se é que são – que se manifestam a favor de expurgar Deus das escolas, casas, dos meios de comunicação e sociedade para que o que se possa imperar seja o humanismo que divinizou o conhecimento humano falham e falham constantemente e absurdamente querem acusar o pensamento cristão de sua derrocada. Se o conhecimento humano é tudo que o mundo precisa porque na classe abastarda de intelectuais surgem por demais mentes criminosas, inescrupulosas e pérfidas que não se importam com os demais? Jamais colocarei a culpa ao conhecimento, pois sou um peregrino que neste mundo não me cansarei de estudar, porém a tese que ensejo é que ele só não resolve as mazelas interiores deste mundo que cambaleia como um bêbado para uma destrutiva e triste existência. Acredito que há pessoas envoltas de sinceridade e buscam melhorar e fazem o possível para isto, porém lutar só sem ajuda de Deus é um dos males que está conduzindo a sociedade atual à falência. A proposta do evangelho de Cristo Jesus nosso Senhor é oferecer através do Espírito Santo e seu sacrifício vicário[1] a oportunidade de transformar a realidade da guerra interior e fornecer aos que sinceramente desejam uma mudança a oportunidade de vencer, ou seja, olhar dentro de si e conseguir que conflitos do passado não impeçam um olhar para o futuro, assumindo um novo modo de vida que os conduzirá a um relacionamento melhor com Deus e com o próximo. Ser uma nova pessoa[2] é o que o apóstolo Paulo disse que o cristão se torna ao receber Jesus como Salvador e acrescenta que na guerra interior não há lugar para a vitória da velha natureza, – Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim.[3] – pois, há um querer maior e que pode nos ajudar a vencer as mazelas interiores e o texto em tela coloca claramente aos nossos olhos que o Espírito é inimigo do mal interior que quer nos dominar e se opõe a ele e ainda, nos ajuda a vencê-lo. Você deve entender que o Espírito e a natureza humana são oponentes antagônicos que se digladiam, mas que só poderão dirigir os passos da vida daqueles que os elegerem e empossarem no governo interior. Qual é a sua escolha?


Autor: Pastor Paulo Francisco[4]



[1] Entende-se por vicário a substituição, ou seja, sacrifício vicário é o sacrifício em que Cristo trocou de lugar com o pecador.
[2] 2 Coríntios 5.17 “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.
[3] Gálatas 2.20
[4] Escritor, poeta, Bacharel em Teologia e Direito.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lançando fora a “Dúvida”!

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

Davi disse a Aimeleque: – Você tem uma espada ou uma lança para me dar? Eu não trouxe a minha espada nem outra arma. Por causa das ordens do rei, eu saí com muita pressa. Aimeleque respondeu: – Tenho a espada de Golias, o filisteu, que você matou no vale do Carvalho. Ela está atrás do manto sacerdotal, enrolada num pano. Leve-a se quiser. É a única arma que há aqui. Davi disse: – Não existe espada melhor do que essa. Pode me dar.
1 Samuel 20.08-09

Davi é uma figura singular na história de Israel e bíblica, pois o legado de amor e comunhão com Deus é algo que desperta admiração e o desejo de buscar ser como ele foi, com exceção é lógico do tropeço que não foi ocultado dos registros que demonstram que o arrependimento é o caminho para não perder o favor divino, entretanto, o Espírito de Santo me impulsionou a escrever não sobre queda e restauração do grande Rei Davi, mas da fidelidade das promessas do Senhor e o seu trabalhar para que elas sejam cumpridas. Davi ainda muito jovem foi ungido rei, mas somente aos trinta anos de idade foi consagrado rei sobre todo Israel e entre os anos que marcaram essa espera muitas coisas aconteceram... Após a unção de Samuel ele enfrentou e venceu um leão, um urso e um homem enorme chamado Golias – o campeão filisteu – fatos inusitados se olharmos da perspectiva que ele ainda era jovem e inexperiente em relação à vida militar. Depois destas façanhas ele foi levado para estar junto do então rei Saul e aprendeu viver entre as autoridades do seu povo e como ser um guerreiro. Casou-se com Mical e tornou-se genro do Rei. Em todas as batalhas era bem sucedido, porém ainda ele não havia recebido a promessa completa, pois era apenas um grande soldado e genro do rei. Talvez alguém possa dizer: “Mas isto não estava bom?” Todavia devemos entender que não foi Davi que quis simplesmente ser rei por vontade própria, mas quem o escolheu foi, é e sempre será quem possui autoridade sobre tudo e todos. Quando tudo parecia bem, o rei Saul consumido por um ciúme doentio intentou matar Davi que imediatamente fugiu para salvar sua vida e topou com uma situação que é bem comum com todos os seres humanos em relação às promessas divinas e o seu cumprimento – “DÚVIDAS” – algo seríssimo, pois questionamentos podem produzir soluções ou afundar o questionador no mar do desespero e faze-lo naufragar.  Davi fugia de Saul e talvez se perguntava: “Como serei rei se Saul com todo aquele exercito (força humana, bélica e estratégias) me procura para matar?” Porque será que ele se questionava? Porque do jeito que as coisas estavam acontecendo o que parecia certo era sua morte e não o cumprimento da promessa. Quando as coisas estão nesse ponto às pessoas costumam se perguntar também: “Mas como?” ou então: “Será verdade que a promessa divina vai se cumprir por que tudo indica que vai acontecer outra coisa?” Deus conhece os corações e sabe que às vezes é necessário mostrar para seus filhos que eles não estão sós e que a promessa ainda continua de pé. Davi não foi à toa até a cidade de Nobe conversar com o sacerdote Aimeleque, mas foi guiado pelo Espírito de Deus para relembrar de tudo o que Deus já havia realizado ao seu favor e que os acontecimentos recentes não teriam poder de paralisar a promessa que ele havia recebido. Vemos no trecho bíblico que dá base a esta reflexão que Davi recebeu de volta a espada que fora de Golias, o gigante, que ele derrotou e abriu a porta para que Israel conhecesse aquele que Deus havia separado para ser o seu futuro rei e acima de tudo, foi nesta situação que Davi viu a mão divina agindo poderosamente para concretizar o que outrora fora prometido. O diabo estava se levantando contra Davi, porém ele não deveria esquecer que antes de toda a dificuldade que o estava cercando Deus já havia mostrado que estava trabalhando a favor de cumprir sua promessa. Olhar para espada de Golias foi o mesmo que olhar para Deus derrotando o gigante e ouvir a voz suave dizendo: “Estou contigo!” Tenho certeza que Deus não está sem testemunho acerca de grandes coisas que realizou em sua vida e também sei que semelhante a Davi você só está passando um período de dificuldade que em breve dará lugar ao cumprimento da promessa. Davi disse: “Não existe espada melhor do que esta.” e neste momento lançou fora a Dúvida e compreendeu que o Deus que o ajudou a vencer o gigante não descansaria enquanto ele não subisse ao trono. Assim como Davi todos nós temos promessas, mas ter promessas divinas repousadas sobre nossa vida não significa estar isento de enfrentar perseguições, dificuldade e lutas. Lançando fora a dúvida seremos vitoriosos... Davi algum tempo depois recebeu a coroa de rei... e você? Saiba que após depor a duvida você também receberá sua coroa!


SP, Dezembro de 2013.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O TESOURO MAIS PRECIOSO

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

“... O temor do Senhor é o tesouro mais precioso que o seu povo tem.
Isaías 33.6


A palavra temor no contexto bíblico e em referencia a Deus o Senhor não tem nada a ver com doenças de alma como medo ou angustia, mas sim, a manifestação de um relacionamento intimo entre criatura e Criador, entre filho e Pai, entre adorador e Adorado, entre o ser humano e seu Deus. O profeta Isaías é instrumento nas mãos do Altíssimo para ensinar o povo de Israel e a nós cristãos que somos co-herdeiros das promessas por Cristo o que verdadeiramente é ser prospero. Nos dias atuais permanece algo que desde da queda de Adão os descendentes impregnados pelo pecado querem acreditar e fazer acreditar como verdade absoluta: “A riqueza é sinal de comunhão e aprovação divina!” Sem entrar no mérito apologético contra riquezas (não é minha intenção falar contra ser rico), mas refletindo sobre tal assertiva podemos concluir que ela parece ter sentido, mas desvanecesse ao passo que conhecermos a Palavra do Eterno que afirma que não há dinheiro que possa comprar a salvação[2] e coloca as riquezas terrenas na condição que elas realmente devem estar – elas são temporais e nas mãos do ser humano devem ser administradas. Todavia, nosso versículo em tela fala que relacionar com o Senhor reverenciando-o, honrando-o dentro da visão de temor é um tesouro de valor que supera qualquer riqueza terrena. Por que tal temor é tido como algo de valor inestimável e superior a tudo daqui? A resposta esta justamente no âmbito que extrapola o natural e vai ao sobrenatural, ou seja, o terreno é necessário, mas é acessório, já o espiritual além de essencial é permanente e superior. O relacionamento com Deus possibilita a benção permanente e a temporal, já o simples fato de ter riquezas terrenas não habilitada ninguém a ter comunhão com o Senhor. Essa comunhão é também chamada de intimidade – “O temor do SENHOR”  – que habita nos seus filhos e filhas é o tesouro mais precioso porque mostra qual é a verdadeira prosperidade – SALVAÇÃO, PAZ, LIBERDADE DO PECADO, LIBERDADE DAS POSSESSÕES DEMONÍACAS, SER TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO, SER FILHO E FILHA DE DEUS e TER A VIDA ETERNA.



SP, Novembro de 2013.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Mateus 16.26: “O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Quesito vitória


Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje



Paulo Francisco dos Santos[1]

“...Desde o começo, os nossos inimigos nos têm perseguido ferozmente, mas nunca nos venceram. Eles abriram feridas fundas nas nossas costas, como um arado faz na terra.  Porém o SENHOR, que é justo, nos livrou do domínio deles.
Salmos 129.2-4


Para a sociedade moderna a figura de inimigos é interposta ao conceito de guerra bélica e adquiriu o status de superação fática de problemas hodiernos, ou seja, o ser humano tem uma serie de problemáticas para solucionar, se é que podemos classificar toda dificuldade assim, porém a grande verdade é que durante toda a transitória vida cada pessoa tem uma variedade de decisões e resoluções que darão a sensação de vitória ou derrota. Logicamente, que quando pensamos em derrota não é necessariamente o termino da vida e a devastação de um país, mas um sentimento de mudar a direção e dentro da dinâmica da retrospecção o renascimento do desejo de vencer. Pensar e chegar até o quesito vitória é realmente o que todos (em geral) querem, mas – “COMO”?  – É uma pergunta também comum em relação a tal tema e assim, com a intenção de colaborar com tal assertiva o Espírito Santo colocou o desejo em meu coração de compartilhar essa reflexão e para isso, vamos transportar o salmo acima através dos séculos para uma visão atual para podemos produzir um insight[2] observando que cada um de nós (pessoas normais) tem inimigos (dificuldades) que nos perseguem, mas estes não irão nos vencer... E porque será que estes inimigos não podem vencer? O salmista usou a palavra nunca para eliminar a probabilidade de fracasso dentro da perspectiva da fé e ressaltou que apesar deles provocarem feridas (decepções e duvidas) que doem e é comum a todos (terra) o Senhor é aquele que livra do domínio deles e este domínio significa viver sem perspectiva alguma e presa fácil para os males deste século (depressão e suicídio). Ainda que tenhamos inimigos interiores (pensamentos), exteriores (problemas) e ulteriores (demônios/mundo espiritual) a fé em Deus é um agente a favor daqueles que se achegam por intermédio de Jesus Cristo e se tornam pessoas novas e capacitadas para entender os propósitos divinos e ir além confiando na justiça daquEle que livra seus filhos e filhas de todos os opositores. Refletir sobre problemas não é mergulhar no desespero sem volta de uma incógnita sem resposta, mas a virtude de exercitar a inteligência que cada um tem e foi doada por Deus. Você querido (o) leitor (a) é uma pessoa totalmente capaz de superar esse momento de dificuldade e também ir além e ser um exemplo para o meio em que vive lançando luz para os que aparentemente estão desprovidos de ânimo conduzindo estes para também tomar posse do quesito vitória. Assim, as palavras de João na primeira epístola de seu livro no novo testamento no capitulo 5 e versículos 4 e 5 nos direciona nesta visão: “Porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. Quem pode vencer o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus.


SP, Novembro de 2013.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Pensamento, meditação ou reflexão.

domingo, 20 de outubro de 2013

Codinome: “Necessária”

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

“... e o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento.
Eclesiastes 7.1


A morte para o ser humano não é só um inimigo assustador, mas também uma incógnita agressiva ao desejo de viver. Salomão não foi o único a escrever sobre ela, mas diversos pensadores já falaram sobre essa implacável e arrebatadora opositora da vida. A presença da morte é tão comum que não há uma hora se quer que alguém não seja levado por ela e isso tem sido quase que inevitável[2].  Este versículo juntamente com o contexto deste capítulo nos prestigia com grande sabedoria, pois foi escrito com a nítida intenção de mostrar aos leitores que a administração da vida de forma sábia é de suma importância, pois a morte virá. Todavia, o foco que o Espírito Santo coloca em meu coração para compartilhar com os caros leitores desta reflexão é sobre a benção que veio cerca de mil anos após a escrita em tela. Jesus veio estabelecer uma mudança radical sobre o conceito de morte que até então era apenas de ordem física. O que o mestre dos mestres veio esclarecer é que existe a morte eterna e também uma espécie de morte que é necessária: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo. Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira. João 12.24-25, essa tal morte com codinome Necessária é na verdade uma escolha que estabelece um viver diferenciado daquilo que é tido como corriqueiro, ou seja, é passar a viver uma vida de acordo com o chamado do Evangelho de Cristo. Tal morte é algo que chega a ser fora do comum para os padrões normais porque para alcança-la deve haver um desapego para a vida deste mundo, ou seja, quando a vida verdadeira me é apresentada a vida deste mundo para mim deve morrer e o mais importante deste acontecimento é que não será outra pessoa que terá de tirar minha vida, mas eu mesmo, ou seja, em pormenores quero dizer que haverá um suicídio da vida voltada para mundo (“EXPRESSÃO FIGURATIVA”) para que surja a vida voltada para Deus. Talvez para os simplórios opositores da verdade bíblica surgirão indagações do tipo: “Não vou mais comer ou beber? Não vou mais trabalhar? Vou ter que me afastar dos amigos e familiares?” O evangelho jamais pregou separação entre pessoas[3] ou abstinência das coisas que são necessárias para a sobrevivência durante o período em que caminhamos neste mundo transitório, mas ao falar de morte necessária o que deve se ter em mente é mudança de paradigma, ou seja, deixar de viver conforme os padrões decaídos da natureza Adâmica para viver uma vida segundo Cristo nos entrega[4] mediante o sacrifício que foi realizado no Calvário. Assim, ao refletirmos neste sentido podemos afirmar realmente que o dia da morte (necessária) é melhor do que o dia do nascimento comum, pois no nascimento herdamos a natureza caída do Éden, mas na morte dessa natureza que é chamada de velha através do Evangelho recebemos a filiação divina e a vida verdadeira. O dia de hoje é marcado pelo pensamento de escolha, pois há uma bifurcação com dois caminhos distintos – o da vida terrena, comum e transitória que levará a eternidade distante de Deus e o que tem codinome necessária que estabelece um caminhar no padrão divino, incomum e que será permanente porque será eternizado quando for estabelecido o Reino que não se acabará. Qual será sua escolha?



SP, Outubro de 2013.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] Segundo os relatos bíblicos temos Enoque (Gênesis 5.24, Hebreus 11.5), Elias (2 Reis 2.11) que não morreram e o Senhor Jesus que morreu, mas ressuscitou e venceu a morte (2 Timóteo 1.10).
[3] 1 Coríntios 5.10: “Eu não quis dizer que neste mundo vocês devem ficar separados dos pagãos que são imorais, avarentos, ladrões ou que adoram ídolos. Pois, para evitar essas pessoas, vocês teriam de sair deste mundo.
[4] 2 Coríntios 5.17: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Deus e você? Agradar ou distanciar-se?

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

O que agrada a Deus não são cavalos fortes nem soldados corajosos, mas, sim, as pessoas que o temem e põem a sua esperança no seu amor.
Salmos 147.10


A força e o status sempre foram alvos de desejo do ser humano e motivação para trabalhar, ajuntar, destruir, roubar e distanciar-se de Deus querendo se “aproximar”... E ainda, nessa via foi desenvolvida uma tese que nos dias atuais tenta resistir à verdade eterna que é “Deus está do lado de quem é forte, de quem tem status, de quem tem dinheiro!” Logicamente que não estou fazendo apologia à miséria em detrimento a riqueza, ou seja, não sou defensor da visão que a pobreza é sinônimo de comunhão divina, mas sim que não se pode medir o ser humano pelo o que este tem, pois o ter não pode deteriorar o ser e marginalizar quem não se encontra na posição que inflama os meros pensamentos dos influenciáveis pecadores e distantes da verdade. Independentemente do que a pessoa possui o que realmente toca o coração divino é a atitude de se voltar e estar no seleto grupo daqueles que o temem e passam a confiar no seu imenso amor. A palavra temer para quem não está acostumado com a linguagem bíblica soa talvez estranha por sua ligação a medo ou receio, porém quando analisada na perspectiva de proximidade e respeito a Deus ela oferece um aprendizado especial para quem se propõe a ir na contramão do mundo atual e seguir os conceitos desprezados pelos incrédulos e se tornar alguém que agrada ao Altíssimo. Quem entre os seres que caminham no transitório e frágil globo terrestre não pensou em agradar a Deus? Quando pequeno, jovem ou a pouco tempo não refletiu que necessita estar dentro dos planos divinos? Agradar a Deus é talvez uma incógnita que o coração quer expurgar, mas há uma pergunta que a alma não quer calar: “Mas como”? O engraçado desta situação é que se for dito para tais pessoas que para agradar a Deus é necessário escalar uma montanha, estas prontamente dirão: “eu vou”! Subir escadarias de joelhos, carregar pesos durante quilômetros, ficarem períodos sem comer e outras coisas que dependam de méritos humanos são artifícios bem aceitos como propostas de barganhas para tentar aquietar tais corações que estão desejosos de agradar a Deus, porém, quando  o Evangelho diz que para haver reconciliação[2] entre a humanidade e Deus é necessário simplesmente crer em Jesus há um conflito gigantesco. Mas alguém pode dizer: “Qual conflito”? Apenas acreditar em detrimento do ego que está recheado no âmbito do esforço humano, no poder que margeia o Status e o “quase todo poderoso” dinheiro (pensamento humano) que parece comprar tudo é nesta reflexão a grande questão e nosso motivo de desacordo. A fé é suficiente para receber comunhão com Deus e nada mais. Adredemente que quando falasse de fé, não devemos ter uma visão simplória que condiciona a fé ao tamanho singular de sua estrutura gramática – “DUAS PALAVRAS E UM ACENTO” –, mas a oportunidade de reconciliar-se com Deus e passar a guiar a vida nos moldes cristãos dentro do temor e esperança no amor que deu Jesus[3] para nos salvar e conceder nova vida que em breve será eternizada no Reino que Ele preparou para todos que aceitam a fé e seguem os passos do Filho Unigênito. Sabendo disto que tipo de pessoa você quer ser? A que agrada ou se distancia de Deus?



SP, Outubro de 2013.




[1] [1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e bacharel em direito.
[2] 2 Coríntios 5.17-21: Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos deu a tarefa de fazer com que os outros também sejam amigos dele. A nossa mensagem é esta: Deus não leva em conta os pecados dos seres humanos e, por meio de Cristo, ele está fazendo com que eles sejam seus amigos. E Deus nos mandou entregar a mensagem que fala da maneira como ele faz com que eles se tornem seus amigos. Portanto, estamos aqui falando em nome de Cristo, como se o próprio Deus estivesse pedindo por meio de nós. Em nome de Cristo nós pedimos a vocês que deixem que Deus os transforme de inimigos em amigos dele. Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus.
[3] João 3.16: Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.