domingo, 24 de janeiro de 2016

Família. “Modelo humano ou divino?”

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

... Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.

Josué 24.15 (Parte final)


A família é uma ideia divina. Deus cria a família para ser bênção e fomentar uma sociedade que deve espelhar o Céu aqui na Terra. Os planos divinos tiveram quer ser adiados pela equivocada decisão Adâmica que jogou toda sua descendência a propositura de uma vida distante do Criador, de um desequilíbrio estabelecido pelas influências demoníacas e uma constante deterioração da estrutura familiar original. Milhares de anos após a queda o ser humano continua enfrentando dilemas e sofre pela distância de Deus. A família também sofre! O grito de mudança sobre uma estrutura anterior ao surgimento do Estado e mais precisamente de toda e qualquer sociedade tem gerado preocupação a todos aqueles que levantam a bandeira do Evangelho. Vivemos nos dias que proclamam o final dos tempos. Já não basta viver num modelo de família diferenciado do padrão estabelecido por Deus, mas há uma tendenciosa ação para mudar a família alheia, ou melhor, transformar a família cristã e toda a estrutura conceitual dos seguidores das Escrituras Sagradas. Ouvimos brados: “Os cristãos são intolerantes!” – “A família em sua forma atual proclama o ódio!” – “Dia das mães ou dia dos pais são uma afronta a dignidade da pessoa humano!” – argumentos baseados num discurso transvestido de beleza que na verdade é uma grande mentira –  “O conceito de família tradicional é uma maneira da maioria oprimir a minoria que é contra!” – Onde vamos parar!? “Devemos parar de dizer mãe ou pai, pois a palavra responsável é melhor maneira de agradar a todos!” – A todos quem? Sou pai e amo ser chamado assim e acredito que a grande maioria das pessoas nessa nação compartilham da importância do significado de ser pai ou mãe. Formo com minha esposa e filhas uma família tradicional e não tenho a pretensão de mudar e discordo totalmente de ações estatais para querer interferir nela. Neste país não existem leis que proíbam relacionamentos diferenciados e muito menos há ações cristãs ou discurso de incentivo ao ódio contra a formação de tais núcleos, mesmo porque quem segue a Cristo prega  e vive o amor. “Viver o amor cristão não significa concordar com tudo!” Não podemos abraçar a falsa ideia do politicamente correto e buscar neutralidade num assunto como este, pois quem é contra o que a Palavra de Deus ensina é contra também a cristandade. Não podemos cruzar os braços e permitir o esfacelamento da família diante de pessoas que querem erguer como um troféu a zombaria de interferir na vida pessoal e familiar da comunidade cristã. A família é uma instituição que não pode ser modelada ao formato de leis humanas por ser anterior a qualquer lei terrena. O modelo divino sempre estará à frente das ideias anárquicas e diabólicas daqueles que estão presos a rebelião de Adão e não querem aceitar a proposta restauradora do Evangelho de Jesus Cristo. Josué, o grande general de Israel, finaliza sua carreira com um discurso impressionante no capítulo vinte e quatro do livro que leva seu nome, do qual tomei emprestado o versículo em tela para meditar nesta reflexão. A liberdade de escolha é nitidamente conhecida na expressão – “Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.” – que revela o livre arbítrio deste pai de família, após dizer ao povo para que eles escolham se vão ou não servir a Deus. Seguindo os passos de Josué posso afirmar que para mim eu escolho também o modelo divino em vez do humano. Sei que quem verdadeiramente segue os princípios bíblicos também escolherá Deus. E quem não quer segui-lo? Simplesmente não deve seguir. Não há problema, desde que não se queira interferir na vida de quem segue o padrão estabelecido por Deus[2]. Estamos num país que diz que todos têm o direito de escolher a religião, a posição intelectual e filosófica que quiser. Se existem bandeiras sendo levantadas para destruir o conceito judaico-cristão de família é necessário, e também um direito, ser levantadas todas as bandeiras para conclamar que a família é um modelo divino e não pode ser mudada. Que esta nação possa ouvir numa só voz de todas as famílias cristãs: “A minha família não será alvo de leis estatais que querem roubar nossa liberdade! Eu e minha família dizemos não ao modelo humano! Eu e minha família serviremos a Deus, o Senhor! A minha família segue o modelo estabelecido por Deus!”


SP, Janeiro de 2016.





[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.
[2] Não estou entrando no mérito de salvação ou na visão bíblica de certo ou errado.


domingo, 17 de janeiro de 2016

Resultado do discipulado: “Altura espiritual de Cristo”

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

Então não seremos mais como crianças, arrastados elas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamento de pessoas falsas. Essas pessoas inventam mentiras e, por meio delas levam outros para caminhos errados. Pelo contrário, falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo, que é a cabeça.

Efésios 4.14,15


O Senhor Espírito Santo está preparando o crente em Cristo Jesus para algo especial que está descrito nos versículos acima, ou seja, como chegar a altura espiritual do Mestre. Amadurecimento, ser adulto ou ainda refletir o Salvador são palavras que declaram que o cristão não é mais alguém que não consegue ter discernimento, mas que sabe o que quer e o que faz – “seguir o Evangelho”. Os primeiros passos no trilho do cristianismo revelam não somente o início da fé, mas uma trajetória de investidas do inimigo querendo retirar do cristão aquilo que ele tem recebido – Salvação. Quantas pessoas que recebem o chamado, mas desanimam no decorrer da caminhada? Infelizmente não são poucos, pois as Escrituras Sagradas dizem que muitos são convidados e poucos escolhidos[2] e isto, revela a seriedade do ensino e discipulado. Crescer na fé significa uma ação do Espírito Santo que conta com a colaboração de quem recebeu o Evangelho e também de quem está compartilhando-o. Para não ser influenciado por pessoas que inventam mentiras é necessário conhecer a verdade e isso, é possível quando quem a conhece a verdade também a ensina. Discipular é uma virtude que Deus entregou a sua igreja. Para entender o princípio do Discipulado é necessário olhar para o início da vida. Deus doou de sua vida para que Adão e Eva tivessem vida. Os primeiros humanos receberam de Deus a capacidade de gerar vida, ou seja, Adão e Eva receberam vida e por isso, podem conceder vida que é o que conhecemos como concepção ou nascimento. O Evangelho faz a mesma coisa. Jesus ao vir ao mundo trouxe vida que foi transmitida aos seus discípulos que a retransmitiram para outros discípulos e que chegou até nós nos dias atuais. Quem recebe a vida que vem de Cristo e nasce espiritualmente precisa de cuidados. Alimento espiritual é a Palavra de Deus e juntamente com oração, jejum e uma vida dedicada o cristão irá crescer até atingir a altura espiritual de Cristo com o apoio do pai espiritual chamado discipulador. O discipulador deve ensinar (falar a verdade com espírito de amor) aquilo que aprendeu retransmitindo a vida que flui de Cristo, a cabeça da Igreja e aquele que direciona todas as suas ações e assim, podemos ver que o resultado do discipulado eficaz é colaborar para que o discípulo possa chegar a altura espiritual de Cristo.


SP, Janeiro de 2016.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.
[2] Mateus 22.14.


domingo, 10 de janeiro de 2016

“A atualidade da alegria eterna” - Parte 02

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

 Então nós, os que estivermos vivos, seremos levados nas nuvens junto com eles, para nos encontramos com o Senhor no ar. E assim ficaremos para sempre com o Senhor. Portanto, animem uns aos outros com essas palavras.

1 Tessalonicenses 4.18

Ser levado com os ressurretos deve ser a expectativa de todo o cristão! Quantas vezes você já ouviu algum cristão se expressar que tem essa esperança? Se a resposta for várias vezes, você está em meio a uma sólida cultura cristã, mas se houver uma triste negativa a tal pergunta é necessário haver um retorno urgente aos princípios bíblicos. Tempos finais são uma das definições para os dias em que vivemos e esperar o arrebatamento configura para a cristandade um forte indício de saúde espiritual, pois o encontro com o Senhor concede motivação e uma favorável dedicação. “TER” não é o foco cristão, mas “SER”, e os integrantes do seleto grupo (deve ser toda pessoa que foi chamada a fé) que crê na iminente volta do Mestre para buscar seus seguidores não irá se preparar, pois já está preparado e ansioso deseja ouvir o comando que o fará deixar este mundo transitório, que o recepcionou por um período de tempo. Tal crença deve ser atualíssima e sua existência impulsiona uma alegria que se inicia aqui, mas que se estende pela eternidade. Alegria é uma palavra que não somente define um estado de espírito humano, mas que transmite o que será o repaginar da vida terrena quando comparada com a vida eterna vaticinada por Cristo[2]. O céu, lugar não apenas da habitação de Deus, mas codinome do estado permanente dos salvos, tem como escopo maior revelar as pessoas que a alegria não possuirá altos e baixos, mas será uma realidade inequívoca que jamais passará. Falar de um futuro maravilhoso como este, estando neste mundo que tem suas diversas fraquezas parece uma ação utópica, porém não para o cristão, pois ele não anda por vista, mas por fé. Essa fé concede base para que a atualidade da alegria eterna não seja apenas um sonho, mas uma realidade que a cada dia é fortalecida pelo Senhor Espírito Santo que guia cada cristão neste mundo e prepara-o para o dia inusitado do encontro com o Senhor Jesus. Não é possível para o salvo estar preso neste mundo e amando tudo que nele há acima do amor a Deus e sua verdade. Tal fato, enseja um repensar para cada cristão, pois o dia do encontro com o Senhor (salvação) está mais próximo do que quando recebemos a fé[3], e isso, implica dizer que somente é possível desfrutar da alegria que se inicia aqui com a aceitação do chamado para ser filho de Deus e também lá (céu), se não houver abandono da crença na promessa que esta as portas de se cumprir. Por isso, quem está desanimado deve ser animado pela promessa e cada cristão é responsável em contribuir para que esse ânimo possa invadir o âmago e gerar a expectativa que sempre permeou a vida cristã nestes dois mil anos de história. Após analisar os versículos em tela é possível chegar a uma premissa que cada cristão não pode abandonar, mas aplicar diariamente: “Continuemos então envolvidos na grande comissão e jamais deixemos de animar uns aos outros!”

SP, janeiro de 2016.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.
[2] João 3.16
[3] Romanos 13.11





sábado, 2 de janeiro de 2016

“A atualidade da alegria eterna” - Parte 01

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

 Portanto, animem uns aos outros com essas palavras.

1 Tessalonicenses 4.18

Todos os cristãos são impulsionados a animar uns aos outros... Palavras de Paulo, apóstolo dos não judeus sobre dois pilares do cristianismo – “ressurreição e arrebatamento” – sua excelente redação demonstra que quem abraçou a fé deve comportar-se diferentemente daqueles que desconhecem a realidade das bênçãos e promessas divinas. Ele convida aos irmãos de Tessalônica a ser condutores de uma energização espiritual a todos que decidiram seguir o Evangelho de Cristo pelo conhecimento dos pilares citados usando de maneira bem sucinta uma forte contra argumentando as teorias pagãs de sua época que deixavam as populações sem esperança, fé ou ânimo. A carta aos Tessalonicenses atravessou séculos e ainda hoje ecoa como um convite a todo o povo de Deus a não permitir que seus páreas tornem-se desanimados e afixados pelas velhas teorias pagãs que estão transvestidas em formatos contemporâneos. Vivemos em tempos que o transitório (busca de bens e prazeres) tem assumido mais e mais espaço nos corações daqueles que foram chamados para pertencer a seleta nação (cristãos) que crê na eternidade, e isto, tem causado grande preocupação aos defensores da fé. O pensamento mundano e a infecciosa doutrinação das filosofias e religiões por meios da mídia em geral inflamam a mente e distorcem as intenções e ainda tem gerado uma crise de identidade deslocando a visão que deve ser celeste para as belas paisagens (que em breve deixarão de existir) do período de peregrinação denominado vida terrena. O cidadão dos céus não deve esquecer que quem morreu firme no cristianismo em breve voltará a viver[2] e os que estão vivos e com a fé abalizada nas Escrituras Sagradas devem acreditar que não sofrerão o dano temporal da morte, pois, Jesus prometeu levar todos os seus seguidores para estar ao seu lado[3]. A pregação voltada para o céu não pode ter seu espaço diminuído pela ingerência das coisas passageiras... Jesus em breve voltará para buscar os seus... Ministros e todo aquele que verdadeiramente foi tocado pelo Calvário e hoje é um representante de Cristo (cristão) deve falar (pois o coração fala do que está cheio[4]) de sua esperança de vida eterna. Trocar o céu pelo terreno tem causado ruína espiritual a muitas pessoas e isto, não é o desejo do Senhor Espírito Santo que desde pentecostes tem conduzido a Igreja preparando-a para apresenta-la como uma Noiva imaculada a Cristo. A atualidade da alegria eterna está intimamente relacionada a crença na ressurreição e no arrebatamento, pois ressuscitar é seguir os passos do Senhor Jesus e também vencer a morte, – ser arrebatado significa unir-se aos ressuscitados para assumir o plano melhor[5] citado pelo escritor de aos Hebreus. Não percamos tempo, mas com unção e graça busquemos levantar caídos, empurremos adiante os que querem parar, façamos o que o versículo em tela nos diz: “animemos uns aos outros!”

SP, janeiro de 2016.



[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.
[2] João 11.25,26.
[3] João 14.02.
[4] Mateus 12.34
[5] Hebreus 11.40



sábado, 26 de dezembro de 2015

“Mergulhando na benção da oração”. Parte 03

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

 Tu és o meu Deus. Tem compaixão de mim, Senhor, pois eu oro a ti o dia inteiro! Ó Senhor, alegra o coração deste teu servo, pois os meus pensamentos sobem a ti!

Salmos 86.03,04

Orar conduz a vitória! Quem não quer abraçar o almejado momento de triunfo? Todavia, para quem entende o que significa entrar na presença do Altíssimo escolherá sempre o caminho da adoração... Não há como passar um período razoável diante de Deus e não adora-lo... Isso mesmo! Não é possível adentrar nos átrios da oração apenas para pedir e pedir e também pedir... Faz-se necessário entender que apesar do Senhor da Glória querer ouvir as súplicas de seus filhos, Ele não quer somente ouvir pedidos de uma espécie de reprodutor sonoro com defeito que está emperrado em apenas uma pequena sequencia repetitiva, mas Ele quer uma conversa viva e com sentido. Alguém já teve a experiência de conversar com alguém que não sabe falar mais que uma frase? Rezar é mais ou menos assim... Imagine-se conversando com uma pessoa que repete constantemente a frase: “Bom dia! O sábado está lindo e estou muito bem!” Você encontra com ela diz: “Bom dia, tudo bem?” Ela responde o que já está escrito. Ai surge a pergunta: “E sua família como está?” Imagine a mesma resposta... Você vai estranhar, pois não tem nexo a resposta que você recebeu. Imagine ainda que você pergunte: “Aonde você está trabalhando?” E surge a mesma frase. Neste momento há apenas uma conclusão: “O receptor não sabe se comunicar!” Não devemos se colocar diante de Deus e ficar lançando frases pré-montadas repetidamente, pois isto não caracteriza-se em um diálogo com o Divino, mas numa busca unilateral que desagrada-o (lembre das palavras de Jesus em Mateus 6.07,08). Cada momento de oração exige um diálogo diferente, assim como cada conversa entre pessoas exige seu próprio diálogo. O salmista tem o conhecimento e a comunhão que o impulsiona a ter uma oração que podemos classificar como uma empolgante conversa entre um adorador e seu Deus. Após as súplicas iniciais ele começa o versículo três exaltando o Senhor afirmando que sua fidelidade e seu amor pertencem a Ele, pois não existe outro em sua vida que seja reverenciado... Lembre-se que o salmista afirma: “Tu és o meu Deus”. Ele afirma que a prática da oração é algo que está intrínseco em sua vida, pois devido a sua situação está orando o dia inteiro. (retornando ao assunto explorado anteriormente: “Imagine alguém o dia inteiro repetindo e repetindo a mesma coisa! Que horror! Por incrível que pareça existem várias pessoas que fazem isso. Oremos por elas!) A adoração é seguida de uma súplica linda, pois revela que Deus é a fonte da alegria do ser humano e Ele é quem concede condições para que o coração se torne radiante... Muitos buscam alegria nos prazeres transitórios, mas a bíblia nos ensina que a alegria vem do Senhor e Ele a destina as pessoas e a súplica é um dos caminhos para recebe-la. É impressionante a comunhão deste adorador que escreveu o salmo 86, pois seus pensamentos estão fixos em Deus e extrapolam as barreiras do tempo e espaço para se apresentarem diante do Altíssimo em sua habitação celeste. Os pensamentos devem comunicar-se... Os nossos com os de Deus (bíblia e oração)... Infelizmente há pessoas que estão convencidas que são cristãs, mas não elevam seus pensamentos a Deus em nenhum momento do dia e passam por vezes dias a fio sem sequer lembrarem dEle até a chegada do culto que é semanal... Quando não se falta e torna-se quinzenal ou numa conduta anual... O que dirá daqueles que só vão em eventos esporádicos (morte, casamento etc)... Quem foi chamado para viver o Evangelho não permite que seus pensamentos fiquem presos neste mundo que se distancia dos propósitos divinos, mas os condiciona pela Palavra Viva a viver o que Jesus o Emanuel[2] veio realizar – Restaurar, reconciliar e ampliar o que fora perdido no Éden: “Comunhão e a bênção de mergulhar na oração!”

SP, dezembro de 2015.






[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.
[2] Mateus 1.23

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

“Mergulhando na benção da oração” - Parte 02



Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

 Salva-me da morte, pois sou fiel a ti; salva-me porque sou teu servo e confio em ti!

Salmos 86.02

Orar sempre deve ser um propósito vivo na vida de quem foi chamado para pertencer a família do Eterno. Caminhar no mundo transitório chamado terra é uma honra, porém envolve uma diversidade de situações que baterão a porta. Momentos alegres e de tristeza, acontecimentos extraordinários e funestos, notícias empolgantes ou deprimentes e ainda, o encontro com imaginável e inimaginável... Viver é uma dádiva que o ser humano herda de Deus... A oração é outra herança herdada, mas que está cercada de oposições para que não seja usufruída. A humanidade pode estar em constante contato com o Pai, mas isso só é possível se trilhar o caminho chamado oração. A sequência que o Salmista imprimiu no Salmo 86 mostra que aproximar-se significa abrir o coração e suplicar, e ainda declarar que tipo de pessoa se é na presença de Deus. Felizmente quem escreveu este salmo vivia em comunhão, mas quem ainda não vive, porém quer mudar o rumo de seus passos pode adotar semelhante atitude e desenvolver uma oração que mostre ao Senhor sua necessidade e toda a vontade que se tem de vencer quem lhe está fazendo oposição. Lembrando que Deus não é um simples homem que não conhece o íntimo e sabe as intenções do coração sendo justo e retribuidor das ações. O medo da morte cercava o autor do versículo 02 do salmo em tela, mas a confiança no Deus que pode mudar qualquer situação suplantava os pensamentos que queriam minar sua fé. Mergulhar na bênção da oração é não temer desnudar o coração diante daquEle que tem controle sobre os céus e a terra permitindo que a direção da vida seja transferida da limitação pessoal para ser colocada nas mãos de quem verdadeiramente sabe o que fazer. Orar é ter a oportunidade de ter uma audiência com quem tem todo poder e que confiar significa que as ações de Deus independentemente de agradarem ao suplicante sempre serão as melhores... Mergulhar na benção da oração completa estes significados quando quem toma a decisão de imergir e passa para a elite que está de joelhos dobrados compreende que se é filho e herdeiro!
SP, dezembro de 2015.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.



sábado, 6 de junho de 2015

Mergulhando na benção da oração. Parte 01


Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

 Ó SENHOR Deus, escuta-me e responde-me, pois estou fraco e necessitado!

Salmos 86.01


A oração é conversar com Deus. A humanidade recebeu a capacidade de orar e assim, aproximar-se de seu criador e essa virtude deve ser preservada e tornar-se um hábito que deve preencher momentos significativos do dia-a-dia de cada pessoa. Nem todos ainda descobriram a grande benção que é a oração, pois vivemos em dias que o ceticismo busca imperar e discursos inflamados de um teor ante Deus são corriqueiros e infelizmente minam a fé dos desconhecedores da verdade bíblica e afligem iniciantes e fracos na caminhada cristã. Porém devemos estar debaixo da direção do Senhor Espírito Santo e suplicar por sua atuação em nosso coração e mente fazendo que a oração possa ocupar um lugar especial em nossa vida. Ter contato com Deus é maravilhoso e poder exclamar com intimidade escuta-me e responde-me como fez o salmista deve ser o propósito de cada um que foi chamado pelo Evangelho e também foi escolhido para pertencer as fileiras da oração. Apesar de sermos limitados (fracos) e dependentes (necessitados) podemos ir até a presença de Deus clamar, se humilhar e lançar nossas orações que surtiram efeito[2] e com toda certeza no momento certo serão respondidas. Vivemos tempos difíceis que o cristão não pode se omitir a orar e diante de qualquer dificuldade sua atitude deve ser dobrar-se na presença do Altíssimo buscando e buscando... Por mais que as circunstâncias digam não devemos entender que a última palavra pertence a Deus que é soberano para julgar e declarar as sentenças que de sua mão são irrevogáveis. O Senhor Jesus hoje tem um convite especial a todos nós e não pode ser recusado. Eu escolhi mergulhar na bênção da oração! E você que escolha fez?

SP, Junho de 2015.




[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.

[2] Tiago 5.16.