sábado, 26 de dezembro de 2015

“Mergulhando na benção da oração”. Parte 03

Texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Paulo Francisco dos Santos[1]

 Tu és o meu Deus. Tem compaixão de mim, Senhor, pois eu oro a ti o dia inteiro! Ó Senhor, alegra o coração deste teu servo, pois os meus pensamentos sobem a ti!

Salmos 86.03,04

Orar conduz a vitória! Quem não quer abraçar o almejado momento de triunfo? Todavia, para quem entende o que significa entrar na presença do Altíssimo escolherá sempre o caminho da adoração... Não há como passar um período razoável diante de Deus e não adora-lo... Isso mesmo! Não é possível adentrar nos átrios da oração apenas para pedir e pedir e também pedir... Faz-se necessário entender que apesar do Senhor da Glória querer ouvir as súplicas de seus filhos, Ele não quer somente ouvir pedidos de uma espécie de reprodutor sonoro com defeito que está emperrado em apenas uma pequena sequencia repetitiva, mas Ele quer uma conversa viva e com sentido. Alguém já teve a experiência de conversar com alguém que não sabe falar mais que uma frase? Rezar é mais ou menos assim... Imagine-se conversando com uma pessoa que repete constantemente a frase: “Bom dia! O sábado está lindo e estou muito bem!” Você encontra com ela diz: “Bom dia, tudo bem?” Ela responde o que já está escrito. Ai surge a pergunta: “E sua família como está?” Imagine a mesma resposta... Você vai estranhar, pois não tem nexo a resposta que você recebeu. Imagine ainda que você pergunte: “Aonde você está trabalhando?” E surge a mesma frase. Neste momento há apenas uma conclusão: “O receptor não sabe se comunicar!” Não devemos se colocar diante de Deus e ficar lançando frases pré-montadas repetidamente, pois isto não caracteriza-se em um diálogo com o Divino, mas numa busca unilateral que desagrada-o (lembre das palavras de Jesus em Mateus 6.07,08). Cada momento de oração exige um diálogo diferente, assim como cada conversa entre pessoas exige seu próprio diálogo. O salmista tem o conhecimento e a comunhão que o impulsiona a ter uma oração que podemos classificar como uma empolgante conversa entre um adorador e seu Deus. Após as súplicas iniciais ele começa o versículo três exaltando o Senhor afirmando que sua fidelidade e seu amor pertencem a Ele, pois não existe outro em sua vida que seja reverenciado... Lembre-se que o salmista afirma: “Tu és o meu Deus”. Ele afirma que a prática da oração é algo que está intrínseco em sua vida, pois devido a sua situação está orando o dia inteiro. (retornando ao assunto explorado anteriormente: “Imagine alguém o dia inteiro repetindo e repetindo a mesma coisa! Que horror! Por incrível que pareça existem várias pessoas que fazem isso. Oremos por elas!) A adoração é seguida de uma súplica linda, pois revela que Deus é a fonte da alegria do ser humano e Ele é quem concede condições para que o coração se torne radiante... Muitos buscam alegria nos prazeres transitórios, mas a bíblia nos ensina que a alegria vem do Senhor e Ele a destina as pessoas e a súplica é um dos caminhos para recebe-la. É impressionante a comunhão deste adorador que escreveu o salmo 86, pois seus pensamentos estão fixos em Deus e extrapolam as barreiras do tempo e espaço para se apresentarem diante do Altíssimo em sua habitação celeste. Os pensamentos devem comunicar-se... Os nossos com os de Deus (bíblia e oração)... Infelizmente há pessoas que estão convencidas que são cristãs, mas não elevam seus pensamentos a Deus em nenhum momento do dia e passam por vezes dias a fio sem sequer lembrarem dEle até a chegada do culto que é semanal... Quando não se falta e torna-se quinzenal ou numa conduta anual... O que dirá daqueles que só vão em eventos esporádicos (morte, casamento etc)... Quem foi chamado para viver o Evangelho não permite que seus pensamentos fiquem presos neste mundo que se distancia dos propósitos divinos, mas os condiciona pela Palavra Viva a viver o que Jesus o Emanuel[2] veio realizar – Restaurar, reconciliar e ampliar o que fora perdido no Éden: “Comunhão e a bênção de mergulhar na oração!”

SP, dezembro de 2015.






[1] Pastor, escritor, poeta, Teólogo e advogado.
[2] Mateus 1.23

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